Unidade da Secretaria de Estado da Saúde promoveu roda de conversa com profissionais para refletir sobre o alívio do sofrimento e a qualidade de vida na assistência hospitalar
Profissionais do Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) participam da roda de conversa “O cuidado pede presença”, realizada em alusão ao Dia Mundial dos Cuidados Paliativos
Em alusão ao Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), unidade do Governo de Goiás, promoveu, no dia 28/10, a roda de conversa “O cuidado pede presença”. Realizado no auditório da instituição, o encontro reuniu profissionais de diferentes áreas que integram a Comissão de Cuidados Paliativos para refletir sobre a importância da escuta, do acolhimento e da presença junto aos pacientes e seus familiares, especialmente nos momentos de maior vulnerabilidade.
A atividade contou com a participação de profissionais das áreas de medicina, enfermagem, psicologia, serviço social, fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição, reforçando a importância do trabalho integrado na oferta de um cuidado humanizado e centrado nas necessidades de cada paciente.
Realidade assistencial e estruturação do cuidadoAtualmente, o Crer conta com 40 leitos clínicos e 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), nos quais a identificação das necessidades de cuidados paliativos é fundamental para garantir uma assistência integral aos pacientes.
Em 2026, a Comissão de Cuidados Paliativos já respondeu a 140 pareceres, contribuindo para o suporte às equipes assistenciais, o planejamento integrado do cuidado, a promoção da qualidade de vida e o acolhimento aos familiares.
Para ampliar a oferta de cuidados paliativos no momento adequado, o Crer investe na qualificação contínua de seus profissionais. Por meio do Plano Anual de Educação Permanente de 2026, a comissão realiza capacitações mensais com as equipes assistenciais da instituição.
O cronograma contempla temas como comunicação de más notícias, manejo não farmacológico de sintomas no processo ativo de morte, diretivas antecipadas de vontade e resgate da memória e da biografia alimentar do paciente para a oferta de uma dieta de conforto. As atividades contribuem para uma assistência integral, humanizada e centrada nas necessidades individuais.
O cuidado pede presençaA iniciativa reforçou a importância da integração entre as diferentes categorias profissionais na continuidade da assistência, destacando que a presença, a escuta e o acolhimento são fundamentais, especialmente quando a cura não é mais possível.
Alinhada às diretrizes da Política Nacional de Cuidados Paliativos, a atuação da comissão no Crer valoriza a autonomia, a dignidade e a história de vida de cada paciente. A unidade segue investindo na qualificação dos profissionais e no fortalecimento de uma assistência em que o cuidado clínico e o acolhimento caminham juntos.
Janaina Oliveira (texto e foto) / Agir
Os dados e as informações contidos nesta matéria foram fornecidos pela Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir) e são de responsabilidade da instituição.
Veículo: Goiás Gov











