10h39 11.set
Internacional
Governador da Califórnia sanciona leis para limitar riscos das redes sociais para menores
O governador da Califórnia, Gavin Newson, sancionou na quinta-feira (10) várias leis para o estado nos EUA que abordam diversos aspectos da segurança das crianças na internet, incluindo uma que proíbe as redes sociais de oferecer recursos viciantes a menores de 16 anos.
Newson descreveu as novas restrições como “melhores” do que uma proibição australiana pioneira na área, que afeta todos os usuários de até 16 anos. “Isto é diferente do que a Austrália fez”, defendeu Newsom. “Trata-se de realmente enfrentar o problema, o ‘scrolling’, os algoritmos. Trata-se de abordar a questão de fundo em torno da engenharia. Se você enfrenta isso, então a questão da idade não é o tema essencial”, afirmou.
A legislação da Austrália entrou em vigor em dezembro e as primeiras análises mostraram que não tem sido eficaz para impedir que crianças e adolescentes usem as redes sociais. Embora a nova lei da Califórnia seja direcionada a menores de 16 anos, não exige uma proibição total para este grupo populacional.
Reuters

Jovem clica em tela de celular ao usar redes sociais
A lei aprovada na Califórnia define funções “viciantes” como aquelas que são “psicologicamente exploratórias” e proíbe as redes sociais de oferecer às crianças recursos como o ‘scrolling’ infinito, as recomendações algorítmicas e a reprodução automática.
A Meta, proprietária do Facebook e do Instagram, já concordou em agosto em aplicar uma abordagem semelhante como parte de um acordo com a Califórnia e dezenas de outros estados americanos. Snapchat, TikTok e YouTube, esta última pertencente ao Google, não responderam aos pedidos de comentários.
Outras leis assinadas por Newsom incluem normas sobre chatbots, verificação de idade, conteúdo de abuso sexual infantil e o uso da tecnologia nas escolas.
(AFP)
22h33 10.set
Mercado
Brasil habilita 21 frigoríficos para exportar carne bovina à Indonésia
O Ministério da Agricultura anunciou nesta quinta-feira (10) a habilitação de 21 unidades do setor de carne bovina do Brasil para exportar à Indonésia, mercado que tem registrado forte crescimento especialmente para miúdos.
Com o movimento, o total de frigoríficos brasileiros autorizados a atender o mercado indonésio saltou para 73. “Com mais de 280 milhões de habitantes, a Indonésia tem se destacado como um mercado de relevância para a pecuária brasileira”, afirmou o ministério em nota.
Em 2025, o Brasil exportou 31.511 toneladas de carne bovina para o país asiático, relatou o ministério.
Danilo VERAP – 24.ago.24/Folhapress

Gado na fazenda Elizabeth, na cidade de Paragominas, no sul do Pará
Apenas nos primeiros seis meses de 2026, os embarques brasileiros de miúdos para a Indonésia somaram 21.191 toneladas, colocando o país asiático como o segundo maior destino para os miúdos bovinos do Brasil, apesar de a abertura de mercado ser recente.
As novas unidades habilitadas estão localizadas nos estados do Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins.
(Reuters)
12h26 10.set
Internacional
Índia pressionará por interligação de moedas digitais do Brics, diz agência
A Índia vai pressionar pelo interligamento das moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) entre os países do Brics para pagamentos transfronteiriços em uma cúpula no final desta semana, apesar dos obstáculos políticos e técnicos que podem limitar o progresso, disseram duas pessoas familiarizadas com as discussões à agência de notícias Reuters.
A Índia tem a presidência do Brics este ano, e os líderes do bloco devem se reunir em Nova Déli nos dias 12 e 13 de setembro. O banco central da Índia (RBI) propôs a integração das moedas digitais oficiais dos países para facilitar o comércio internacional, informou a Reuters em janeiro.
A proposta de vincular as CBDCs fará parte da pauta da reunião dos líderes, disseram as fontes, embora a adoção limitada de moedas digitais em nível global possa complicar a implementação. Os ministérios das Relações Exteriores e das Finanças da Índia, bem como ao banco central da Índia (RBI), não responderam a pedidos de comentário.
Reuters

Policial em frente a anúncio sobre reunião do Brics, que será realizada em 12 e 13 de setembro na Índia
A proposta da Índia se baseará na declaração de 2025 da cúpula do Brics no Rio de Janeiro, que promoveu a interoperabilidade entre os sistemas de pagamento dos membros para tornar as transações internacionais mais eficientes. Discussões anteriores no âmbito do Brics sobre a criação de mecanismos de pagamento compartilhados tiveram pouco avanço, ressaltando as dificuldades de integrar a infraestrutura financeira de um grupo diversificado de países.
Os países do Brics já haviam explorado alternativas aos pagamentos baseados no dólar, incluindo uma proposta do Brasil para uma moeda comum para o grupo, embora o plano nunca tenha avançado. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia alertado o bloco contra tal medida, ameaçando impor tarifas.
(Reuters)
11h45 10.set
Commodities
Opep reduz de novo a previsão de crescimento da demanda de petróleo para 2026
A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reduziu nesta quinta-feira (10) sua previsão para o crescimento da demanda mundial de petróleo em 2026 para 380 mil barris por dia, de acordo com uma cópia do relatório mensal do grupo, marcando a quinta revisão consecutiva para baixo.
O grupo de produtores continua a ver um impacto menor no consumo desde o início da guerra no Irã do que o previsto por outras entidades, como a AIE (Agência Internacional de Energia), que espera uma diminuição da demanda em 2026.
A organização também elevou sua previsão para o crescimento da demanda por petróleo em 2027, de acordo com o relatório publicado em seu site.
(Reuters)
Dado Ruvic/Reuters

Miniatura de barris de petróleo na frente de gráfico que mostra variação de preço
10h50 10.set
Internacional
BCE eleva juros em meio a temores com a inflação por guerra no Irã
O BCE (Banco Central Europeu) aumentou as taxas de juros nesta quinta-feira (10) pela segunda vez neste ano, buscando conter um aumento da inflação impulsionado pelos preços da energia e desencadeado pela guerra no Irã.
A autarquia responsável pela política monetária da UE elevou a taxa de 2,25% para 2,5%, afirmando que a inflação deve permanecer acima de sua meta de 2% por algum tempo. O BCE reforçou sua preocupação com os impactos da guerra no Irã no preço do petróleo, que superou US$ 105 nesta quinta.
Reuters

Christine Lagarde, presidente do BCE, concede entrevista após anúncio do aumento de juros
“O conflito no Oriente Médio continua a gerar pressões inflacionárias, e a inflação deve permanecer bem acima da meta por um período prolongado”, afirmou o BCE, que aumentou a previsão da inflação para 3% neste ano, 2,5% no próximo ano e 2,1% em 2028.
Os mercados financeiros estão precificando mais um aumento dos juros este ano, seguido por mais uma ou duas altas no ano que vem. O BCE não deu nenhuma pista sobre medidas futuras, limitando-se a repetir sua linha padrão de que as decisões serão baseadas nos dados que forem surgindo.
(Reuters)
9h49 9.set
Internacional
Secretário dos EUA diz que país busca fechar acordos comerciais com Colômbia, Peru e Equador
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nessa terça-feira (8) que o país espera fechar acordos comerciais “bons e sólidos” em um futuro próximo com a Colômbia, o Peru e o Equador. Ele iniciou uma viagem pelos três países latino-americanos cujos líderes estão estreitamente alinhados com o governo Donald Trump.
“Temos muitos interesses em comum com eles, tanto no combate ao terrorismo criminoso transnacional na região quanto em compromissos econômicos. Esperamos fechar acordos comerciais bons e sólidos com todos esses três países em um futuro próximo”, afirmou Rubio.
A visita ocorre em um momento de crescente alinhamento ideológico com as três nações, o que, segundo Rubio, faz parte de uma tendência no Hemisfério Ocidental de apoio aos objetivos de Washington.
(Reuters)
Fernando Vergara/Reuters

Abelardo De La Espriella, presidente da Colômbia, e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, se cumpimentam em Barranquilla, na Colômbia
9h42 9.set
Empresas
Tenda anuncia Marcos Cruz como novo presidente da empresa
A Tenda anunciou nesta terça-feira (9) que Marcos Cruz assumiu a posição de presidente-executivo da companhia, em substituição a Rodrigo Osmo.
A efetivação representa a conclusão da etapa central do processo de transição do comando da companhia conduzido nos últimos três meses, disse a empresa.
Em 7 de maio, a Tenda anunciou que seu conselho de administração aprovou o início do processo formal de transição para a posição de presidente-executivo.
(Reuters)
Adobe Stock

Reunião de executivos
9h33 9.set
Internacional
Inflação na China acelera em agosto impulsionada por custos de energia
A inflação na China acelerou a 3,8% em agosto no acumulado dos últimos 12 anos, ante 3,5% registrado em julho. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o índice de preços ao consumidor avançou 0,8%.
A elevação foi impulsionada em grande parte pelos elevados custos de energia ligados aos riscos de abastecimento decorrentes da guerra no Oriente Médio, mesmo com a demanda interna subjacente permanecendo moderada, de acordo com os dados do Escritório Nacional de Estatísticas, divulgados nesta quarta-feira (9).
“Os preços mais altos do petróleo bruto e dos metais não ferrosos no mercado internacional elevaram os preços em setores relacionados na China”, afirmou Dong Lijuan, estatística do escritório. O núcleo da inflação, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, subiu 1% em agosto em relação ao ano anterior, em comparação com um aumento de 0,9% em julho.
(Reuters)
Xinhua

Mulher escolhe frutas em supermercado na China
20h25 8.set
Empresas
Banco Inter inicia operação na Argentina em parceria com BIND
O banco Inter anunciou nesta terça-feira (8) o início da operação na Argentina em uma parceria com o Grupo BIND, uma instituição financeira argentina.
Por meio do aplicativo da instituição financeira brasileira, residentes argentinos poderão abrir uma conta local e ter acesso a mercados financeiros internacionais. “Muitos argentinos buscam manter recursos em dólares e diversificar seus portfólios em mercados globais”, afirmou o CEO Global do Inter, João Vitor Menin, em comunicado à imprensa.
“Nosso objetivo é facilitar esse acesso por meio de uma experiência digital e transparente. Queremos levar para a Argentina a escala, a tecnologia e a experiência que construímos ao longo de mais de três décadas ao lado de mais de 45 milhões de clientes.”
(Reuters)
Divulgação/Inter

Fachada do Banco Inter
10h18 8.set
Bolsa
Ação da Novartis despenca mais de 10% após fracasso em teste de remédio contra atrofia muscular
A farmacêutica Novartis sofreu uma queda de 10% em suas ações na Bolsa de Zurique nesta terça-feira (8) após a empresa divulgar que seu medicamento experimental para uma doença que causa atrofia muscular não obteve sucesso em um estudo de fase avançada.
O del-desiran estava sendo testado no tratamento da distrofia miotônica, uma doença que causa atrofia muscular e para a qual ainda não há tratamentos aprovados. A Novartis adquiriu o tratamento como parte de sua recente aquisição da Avidity, no valor de US$ 12 bilhões.
Com o fracasso do estudo, a Novartis não atingiu as expectativas em dois dos três principais resultados de suas metas neste ano, incluindo um resultado que deveria ter sido “imperdível”, segundo James Eugene, analista da Verso Investment Management, acionista da Novartis.
Reuters

Logotipo da Novartis em unidade na França
As ações chegaram a cair 10,68%, a 112,06 francos suíços (R$ 706,46), chegando ao patamar registrado no início do ano. Por volta das 10h15 (horário de Brasília), os papéis estavam sendo negociado a 113,34 francos suíços (R$ 714,53), desvalorização de 9,66%
Shreeram Aradhye, presidente de desenvolvimento e diretor médico da Novartis, afirmou que o desenvolvimento de terapias para doenças como a distrofia miotônica tipo 1 continua sendo um desafio e que os contratempos fazem parte do progresso científico. O anúncio ocorreu um dia após as ações da Novartis terem caído mais de 3%, depois que seu medicamento para o colesterol falhou em um estudo.
(Reuters)
Veículo: Folha Uol











