O Ministério da Saúde disponibilizou as D[**iretrizes de Vigilância em Saúde do Trabalhador: Brigadista Florestal**](https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2024/diretrizes-de-vigilancia-em-saude-do-trabalhador-brigadista-florestal), documento que orienta gestores estaduais e municipais na organização de ações de prevenção, promoção e proteção da saúde dos profissionais envolvidos no combate e na prevenção de incêndios florestais.
A publicação reúne recomendações técnicas para fortalecer a [**Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat)**](https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/svsa/saude-do-trabalhador/vigilancia-em-saude-do-trabalhador-vigisat)no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para a identificação de riscos ocupacionais, a prevenção de doenças e acidentes e a redução de casos de adoecimento e mortes relacionados à atividade.
**Riscos à saúde dos brigadistas**
O trabalho dos brigadistas florestais envolve exposição frequente à fumaça, substâncias químicas, temperaturas elevadas e esforço físico intenso. Além disso, as operações podem ocorrer em terrenos de difícil acesso, com jornadas prolongadas, descanso insuficiente e limitações no acesso à água e à alimentação.
Essas condições podem provocar problemas respiratórios e cardiovasculares, doenças renais, lesões musculoesqueléticas, transtornos mentais relacionados ao trabalho e acidentes durante as operações.
Diante desses riscos, o Ministério da Saúde destaca a necessidade de considerar as características de cada território, as condições ambientais e os diferentes vínculos de trabalho, incluindo brigadistas contratados, informais e voluntários.
**Orientações para a gestão municipal**
As diretrizes estão organizadas em seis eixos de atuação: análise da situação de saúde dos trabalhadores; vigilância epidemiológica; vigilância dos ambientes e processos de trabalho; articulação entre setores; participação e controle social; e educação, comunicação e informação em saúde.
Na prática, os municípios devem identificar as áreas mais afetadas pelos incêndios florestais, mapear os principais riscos à saúde dos brigadistas e organizar a rede de atendimento conforme as necessidades locais.
Os serviços de saúde também devem estar atentos à investigação e à notificação de doenças e acidentes relacionados à atividade. Quando necessário, as equipes municipais poderão contar com o apoio dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) para qualificar as ações de vigilância e prevenção.
**Integração entre saúde, meio ambiente e Defesa Civil**
O documento reforça a importância da atuação conjunta entre as Secretarias Municipais de Saúde, os órgãos ambientais, a Defesa Civil e as instituições responsáveis pela prevenção e pelo combate aos incêndios.
Essa integração permite compartilhar informações, identificar situações de risco, organizar ações preventivas e preparar os serviços de saúde para atender os trabalhadores em situações de emergência.
A participação dos próprios brigadistas também é considerada essencial para o reconhecimento dos riscos e a definição de medidas de proteção adequadas às condições de trabalho.
**Planejamento e prevenção nos municípios**
O Ministério da Saúde recomenda que a proteção à saúde dos brigadistas seja incorporada ao planejamento das ações municipais de enfrentamento aos incêndios florestais.
A adoção das diretrizes contribui para fortalecer a vigilância em saúde, melhorar a assistência aos trabalhadores e ampliar a segurança das equipes que atuam na proteção ambiental e no combate ao fogo.
Acesse o documento completo:
[**Diretrizes de Vigilância em Saúde do Trabalhador: Brigadista Floresta**](https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2024/diretrizes-de-vigilancia-em-saude-do-trabalhador-brigadista-florestal)
Veículo: FGM











