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Emirados Árabes dizem que caso em avião da Flydubai foi ato terrorista; Trump ameaça Irã

Dubai e Washington | AFP

O conselheiro presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, afirmou nesta sexta-feira (2) que o incidente a bordo de um voo da Flydubai, que seguia de Dubai para Tel Aviv (Israel), foi um ato terrorista. Ele elogiou a coragem do comandante atacado por seu copiloto.

Gargash afirmou na rede social X que o comandante do voo, Smit Machchhar —de nacionalidade indiana—, foi um “verdadeiro herói” e merecia “todo o reconhecimento, pois, ao enfrentar um grave ato terrorista e um possível desastre, ele personificou o verdadeiro significado de coragem e responsabilidade”.

Aeronave da Flydubai se prepara para pousar no Aeroporto Internacional de Dubai -  - 16.mar.26/AFP

“Longe de simplificações precipitadas […] e teorias da conspiração, a vigilância e a prudência continuam sendo indispensáveis diante dos perigos do extremismo e do terrorismo”, acrescentou ele, enquanto as motivações do agressor permanecem incertas.

O voo para Tel Aviv, operado pela Flydubai, companhia sediada em Dubai, transportava 174 passageiros a bordo de um Boeing 737 quando o confronto ocorreu, na quarta-feira (30). O copiloto teria agredido o comandante antes que os passageiros conseguissem impedir a queda do avião.

O comandante indiano Machchhar conta ter aberto a porta da cabine em pleno voo, em um “último esforço” para conseguir ajuda e evitar um desastre.

“Eu estava tentando salvar minha própria vida, mas sabia que não podia deixar todas aquelas pessoas morrerem”, disse Machchhar durante uma ligação feita de seu leito no hospital ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, segundo vídeo publicado pelo líder nas redes sociais.

Escultura de areia feita pelo artista indiano de areia Sudarsan Pattnaik retrata o piloto Smit Machchhar, comandante do voo Flydubai -  STR - 1º.out.26/AFP

Além dos Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita iniciou uma investigação sobre o que aconteceu na cabine.

Riade informou que o copiloto foi transferido na quinta-feira (1º) para os Emirados Árabes Unidos, acompanhado por uma “equipe de segurança emiradense”, e acrescentou que a apuração inicial mostra que ele atacou o comandante da aeronave.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alertou que Israel cobraria um “preço muito alto” de qualquer potência por trás do incidente com a Flydubai, sem apresentar provas de que algum país fosse responsável.

“O agressor passou por um processo de radicalização islâmica. Ele pretendia derrubar o avião com todos os passageiros a bordo”, disse em comunicado. “Estamos investigando se ele foi enviado por alguém, e quem quer que o tenha enviado pagará um preço muito alto.”

Netanyahu não apontou nenhum país como possível culpado, mas, ao longo dos anos, tem sido rápido em acusar o Irã —país que Israel e os Estados Unidos atacaram em fevereiro.

Ainda na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse considerar provável o envolvimento de Teerã no ataque.

“[Estamos verificando isso](https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/quem-e-o-piloto-esfaqueado-em-voo-para-israel-e-elogiado-por-ato-heroico.shtml) neste momento”, disse Trump quando jornalistas na Casa Branca perguntaram se o Irã estava envolvido no incidente no voo de Dubai para Tel Aviv.

Trump também prometeu uma retaliação se o Irã for considerado responsável pelo ataque: “Ah, eles serão atingidos com muita força, não se preocupem”, afirmou.

IRÃ NA MIRA DE TRUMP

Trump fez a ameaça ao mesmo tempo em que os Estados Unidos reforçam o dispositivo militar na região.

O portal Axios informou que Washington enviou recentemente sistemas adicionais de defesa antimísseis Patriot para a Arábia Saudita e o Catar, com o objetivo de proteger instalações de energia cruciais de uma possível retaliação iraniana.

O site americano também informou que o porta-aviões USS Theodore Roosevelt e seu grupo de ataque estavam a caminho do Oriente Médio, onde poderiam se unir a outros dois grupos de porta-aviões americanos já presentes na região.

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O presidente declarou à revista Time que era “possível” retomar os bombardeios contra o Irã após as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, no próximo mês.

Os republicanos temem perder o controle do Congresso nas eleições de 3 de novembro, com os índices de aprovação de Trump próximos dos níveis mais baixos já registrados devido à guerra com o Irã e ao aumento do custo de vida provocado pelos altos preços do petróleo.

“Ao aniquilar o Irã, criamos paz no mundo. Com o Irã, não acho que jamais se possa ter paz”, advertiu Trump, segundo as declarações reproduzidas pela Time.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/emirados-arabes-dizem-que-caso-em-aviao-da-flydubai-foi-ato-terrorista-trump-ameaca-ira.shtml

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