O Brasil permanece fora do Mapa da Fome, segundo dados do relatório The State of Food Security and Nutrition in the World (SOFI) 2026, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em conjunto com outras agências da ONU. O levantamento aponta avanços nos indicadores de segurança alimentar e reforça a importância das políticas públicas desenvolvidas nos territórios.
De acordo com o estudo, a prevalência de subalimentação no Brasil permaneceu abaixo de 2,5% da população no triênio 2023–2025, índice utilizado internacionalmente para definir a inclusão de um país no Mapa da Fome. O relatório também registra redução da insegurança alimentar severa e melhora no acesso econômico da população a uma alimentação saudável.
A edição de 2026 do SOFI chama atenção ainda para o alto custo de uma alimentação saudável e para a necessidade de ampliar seu acesso, principalmente entre as populações em situação de maior vulnerabilidade.
Municípios são fundamentais para manutenção dos avanços
Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM), os resultados reforçam o papel estratégico das administrações municipais na execução das políticas de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). É nos municípios que diversas ações chegam diretamente à população, tornando fundamental o fortalecimento da capacidade técnica e operacional das gestões locais.
A entidade destaca que a continuidade dos resultados positivos depende de condições adequadas para que os municípios possam cumprir suas responsabilidades. Entre os principais pontos está a necessidade de mecanismos permanentes, estáveis e previsíveis de financiamento, capazes de garantir a continuidade e a efetividade das políticas de segurança alimentar.
Segundo a CNM, assegurar recursos e condições institucionais compatíveis com as atribuições municipais é essencial para preservar os avanços alcançados e ampliar o acesso da população brasileira à alimentação adequada e saudável.
Veículo: FGM











