Com a queda das temperaturas, hospital alerta população sobre cuidados para evitar complicações causadas por gripe, resfriados, bronquiolite e pneumonia
Unidade reforça a importância da vacinação, da higiene das mãos e da atenção aos sintomas respiratórios para prevenir complicações e reduzir internações
Com a chegada do inverno, período que em 2026 deve ser marcado por variações de temperatura e pelo predomínio do tempo seco em grande parte do Centro-Oeste, cresce a preocupação com o aumento das doenças respiratórias. A combinação entre baixa umidade do ar, maior permanência em ambientes fechados e circulação de vírus favorece o crescimento dos casos de gripe, resfriados, bronquiolite e pneumonia, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
O Hospital Estadual de Formosa (HEF), unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), reforça a importância da prevenção e da identificação precoce dos sinais de agravamento das doenças respiratórias. Somente entre o mês de maio e os primeiros dias de junho, a unidade registrou 320 atendimentos relacionados a quadros de gripe e pneumonia. Os números reforçam a necessidade da adoção de medidas preventivas para reduzir o risco de complicações, internações e agravamento do estado de saúde.
De acordo com o coordenador do Pronto-Socorro do HEF, Dr. Wanderson Sant’Ana, o inverno favorece a transmissão de vírus devido à maior permanência das pessoas em ambientes fechados e com pouca ventilação. “Todos os anos observamos um aumento da procura por atendimento relacionado às doenças respiratórias durante o período mais frio. Medidas simples, como manter a vacinação em dia, higienizar as mãos frequentemente, evitar ambientes pouco ventilados e adotar hábitos saudáveis, são fundamentais para reduzir a transmissão dos vírus e proteger os grupos mais vulneráveis”, destaca.
A vacinação contra a gripe continua sendo uma das principais formas de prevenção, contribuindo para reduzir o risco de complicações, internações e óbitos. A orientação é que a população procure as unidades de saúde para verificar a situação vacinal e manter a imunização atualizada.
Especialistas recomendam também cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, além de manter uma boa hidratação e evitar mudanças bruscas de temperatura. A adoção desses cuidados ajuda a diminuir a circulação dos vírus e fortalece a proteção da saúde durante o inverno.
Embora grande parte dos casos apresente evolução leve, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica. Falta de ar, dificuldade para respirar, febre persistente, chiado no peito, sonolência excessiva, confusão mental e piora do estado geral podem indicar complicações que exigem atendimento imediato.
“É importante que a população esteja atenta aos sinais de alerta. A busca precoce por atendimento permite um diagnóstico mais rápido e aumenta as chances de um tratamento eficaz, evitando o agravamento do quadro e possíveis internações, principalmente entre pacientes com doenças preexistentes”, orienta o médico.
No caso das crianças, pais e responsáveis devem observar sintomas como dificuldade respiratória, recusa alimentar, cansaço excessivo e febre persistente. Já entre idosos e pacientes com doenças cardíacas, pulmonares ou metabólicas, qualquer alteração respiratória merece atenção especial devido ao maior risco de agravamento.
A prevenção e o acompanhamento adequado dos sintomas são aliados importantes para atravessar o inverno com mais segurança, reduzindo os impactos das doenças respiratórias e preservando a saúde da população.
Braz Silva (texto e foto) / Imed
_Os dados e informações contidos nesta matéria foram fornecidos pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed) e são de responsabilidade da instituição_.
Veículo: Goiás Gov











