Medidas defendidas pelo governo em ano pré-eleitoral levantam questionamentos sobre viabilidade econômica e timing político
Eu não consigo entender como o governo Lula, que tem sido extremamente prejudicial nas questões econômicas, com gastos públicos exorbitantes e impactos negativos na economia brasileira, lança tantos projetos que, ao invés de resgatar, restaurar e transformar a nossa economia fragilizada, acabam fazendo exatamente o contrário.
Tudo isso por questões eleitorais. Porque existe quem vá acreditar que trabalhará menos e continuará ganhando o mesmo. E não se fala nem em ganhar mais, mas em manter a mesma renda. Só que a realidade pode ser bem diferente. A pessoa corre o risco de perder o emprego e, no fim das contas, não trabalhar menos coisa nenhuma.
E trabalhar menos, por si só, não significa algo positivo para o Brasil. O país já é um dos que mais trabalham e menos produzem no mundo. Eu já havia alertado sobre problemas sérios caso essa redução da jornada de trabalho avance.
Quando falei sobre automação, demissões, aumento de preços e outros impactos econômicos, ainda nem havia pensado na questão aeroportuária brasileira. E então surge o presidente da LATAM dizendo que voos internacionais podem ser afetados, porque as regras de voo são diferentes.
E é lógico. Como um piloto fará um voo de 14 horas até a Europa dentro dessas novas limitações de jornada?
O que preocupa é que propostas complexas estejam sendo tratadas apenas como pautas eleitorais. E o pior: o Congresso provavelmente aprovará isso porque estamos em período pré-eleitoral.
Agora, pense comigo: Lula já governa o Brasil há muitos anos. Somando seus mandatos aos anos do governo Dilma, são quase duas décadas de influência política. Então surge uma pergunta inevitável: se essas medidas eram tão boas assim, por que não foram apresentadas antes?
A impressão é que, sem conseguir demonstrar melhora consistente na economia, o governo aposta agora em promessas populares. A ideia vendida é simples: trabalhar menos, continuar ganhando o mesmo e ainda pagar menos impostos.
Mas, no fim, fica a pergunta: existe alguma lógica nisso?
Texto: Fábio Sousa
Foto: Redes Sociais










