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Trump viajará à China nesta quarta e deve pressionar Xi sobre guerra no Irã

Washington | AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve pressionar o líder da China, Xi Jinping, a respeito do Irã quando visitar Pequim nesta semana, afirmaram funcionários do governo americano à agência AFP.

A primeira viagem do republicano à China desde seu retorno à Casa Branca será marcada por uma grande pompa e incluirá uma visita ao Templo do Céu, além de um luxuoso banquete de Estado, informou o governo americano.

Segundo um funcionário de alto escalão dos EUA ouvido sob condição de anonimato, é esperado que o americano exerça pressão sobre XI. O funcionário apontou que Trump abordou com o líder chinês, em “múltiplas ocasiões”, a questão das receitas que a China gera para o Irã e a Rússia através da venda de petróleo, bem como a venda de bens de dupla utilização —militar e civil. O funcionário afirmou esperar que esta conversa continue.

A China confirmou nesta segunda (11) a visita de Trump de 13 a 15 de maio, a primeira de um presidente dos EUA ao país asiático desde 2017, quando o republicano viajou em novembro daquele ano.

O regime de Pequim ainda anunciou que tentará promover “mais estabilidade” nas relações internacionais durante a visita de Trump. “A China tem a intenção de trabalhar com os Estados Unidos em pé de igualdade, em um espírito de respeito e preocupação com o interesse mútuo, com o objetivo de desenvolver a cooperação, administrar as diferenças e proporcionar mais estabilidade e certeza a um mundo instável e interdependente”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun.

“A diplomacia no mais alto nível desempenha um papel estratégico e orientador insubstituível nas relações entre China e Estados Unidos”, acrescentou.

O comércio, as tarifas e a inteligência artificial também estarão na agenda da visita, e há expectativa de que Trump e Xi discutam sobre Taiwan.

“Esta será uma visita de considerável significado simbólico”, disse Anna Kelly, a subsecretária de Comunicação do governo americano. “Mas, é claro, o presidente Trump não viaja apenas pelo simbolismo. O povo americano pode esperar que o presidente continue fechando bons acordos“, acrescentou.

O objetivo de Trump será “reequilibrar a relação com a China e priorizar a reciprocidade e a equidade para restaurar a independência econômica dos EUA”, disse ela.

Trump chegará a Pequim na noite de quarta (13), concretizando finalmente uma viagem prevista originalmente para março e adiada pela guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irã.

China, terra do meio

Na quinta‑feira de manhã serão realizadas, em Pequim, uma cerimônia de boas‑vindas e uma reunião bilateral com Xi, seguidas de uma visita ao Templo do Céu, na mesma tarde, e de um banquete de Estado à noite, detalhou Kelly.

Posteriormente, na sexta‑feira, Trump e Xi manterão uma reunião bilateral com chá e um almoço de trabalho antes de o líder americano retornar a Washington. Também é provável que ambos discutam o tema das recentes sanções impostas pelos EUA à China em relação à guerra no Irã, segundo uma pessoa do governo.

Ambos os países estudarão a possibilidade de prorrogar a trégua comercial de um ano que os dois líderes acordaram em outubro do ano passado, embora as tensões continuem elevadas devido às tarifas generalizadas impostas por Trump.

Outro funcionário do governo americano evitou responder se uma extensão da trégua é provável, mas afirmou que Washington e Pequim mantêm contato frequente a respeito desse tema. A pessoa acrescentou que os dois lados querem estabilidade.

Anna Kelly disse que os dois países esperam que o líder chinês e sua esposa viajem a Washington ainda este ano.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/05/trump-viajara-a-china-nesta-quarta-e-deve-pressionar-xi-sobre-guerra-no-ira.shtml

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