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O problema não é o que fez, é de que lado você está.

Caso envolvendo deputados suspensos levanta debate sobre seletividade política na Câmara Federal

A suspensão de três deputados federais por dois meses voltou a levantar discussões sobre tratamento desigual dentro da Câmara dos Deputados. Os parlamentares estavam ocupando a Mesa Diretora e a acusação vem do momento em que o presidente da Câmara, Hugo Motta, tentou assumir a cadeira e foi impedido inicialmente pelos deputados. Depois houve conversa, ele ocupou o lugar e conduziu os trabalhos normalmente.

Por que estou dizendo isso aqui? Não vou entrar nem no mérito da discussão. Repito: eu acho que obstrução faz parte do processo. Eu já fiz parte da Câmara de Vereadores de Goiânia, da Assembleia Legislativa de Goiás e também da Câmara dos Deputados Federais. Eu conheço o processo legislativo. Faz parte, sempre fez parte e sempre fará parte. Isso nunca vai ser diferente.

Mas, se entrar no mérito, eu quero mostrar os dois pesos e duas medidas que existem quando um deputado é de direita e quando um deputado é de esquerda.

Os três estão sendo suspensos. Por exemplo, eles são vozes de oposição ao atual governo e de direita. Marcos Pollon está à frente para o Senado por Mato Grosso, Van Hattem também. São dois candidatíssimos ao Senado.

Estou trazendo isso aqui porque, por exemplo, você tem parlamentares como Janones, que confessou rachadinha. Tem áudios dizendo isso. E ele está lá no plenário, está lá na Câmara dos Deputados. Foi perdoado pela Comissão de Ética. E eu poderia elencar outros exemplos nesse sentido.

Agora, obstruir, sentar na mesa, não deixar o presidente assumir… sabe quem começou a fazer isso no parlamento? O PT. O PT fez isso em 2017, o PT fez isso em 2018, o PT fez isso no impeachment da Dilma.

Há dois pesos e duas medidas. E vamos combinar que roubar dinheiro de assessor é muito pior do que sentar na cadeira do presidente, né? Mas parece que, para parlamentares ligados ao Hugo Motta e para parlamentares do PT, o que importa é ser bolsonarista.

Texto: Fábio Sousa

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