Tecnologia https://www.jaedestaque.com.br Sat, 20 Jun 2026 13:11:38 +0000 pt-BR hourly 1 Alexa com IA generativa chega ao Brasil com conversas mais naturais https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/20/alexa-com-ia-generativa-chega-ao-brasil-com-conversas-mais-naturais/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/20/alexa-com-ia-generativa-chega-ao-brasil-com-conversas-mais-naturais/#respond Sat, 20 Jun 2026 13:11:33 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/20/alexa-com-ia-generativa-chega-ao-brasil-com-conversas-mais-naturais/ Amazon lançou nesta quinta-feira (18) no Brasil a Alexa+, nova versão de sua assistente virtual agora turbinada com inteligência artificial generativa. A empresa aposta que a tecnologia tornará as conversas menos engessadas e permitirá a execução de tarefas mais complexas.

Lançada nos Estados Unidos no início do ano passado, a Alexa+ chega ao mercado brasileiro com mais de um ano de atraso e em um momento em que empresas como Google, OpenAI, Anthropic e, mais recentemente, Apple disputam espaço e atenção no setor.

A nova versão será disponibilizada primeiro em acesso antecipado para interessados e, em seguida, de forma gradual e sem cobrança adicional para assinantes do Amazon Prime, pacote que custa R$ 19,90 por mês. Separadamente, a Alexa+ custará R$ 99,90 por mês.

Logo da Alexa+, nova versão da assistente virtual da Amazon, durante lançamento nos EUA – Brendan McDermid – 26.fev.25/Reuters

“Graças à IA generativa, podemos chegar mais perto da visão original da Alexa”, disse Michele Butti, vice-presidente da divisão internacional de Alexa na Amazon.

A principal mudança está na forma de interação. Em vez de depender de comandos específicos como “apague a luz” ou “toque uma música”, a assistente equipada com LLMs —grandes modelos de linguagem, como os que estão por trás do ChatGPT— passa a compreender melhor o contexto da conversa, permitindo que usuários mudem de assunto, façam correções ou completem pedidos sem precisar repetir a palavra de ativação.

Segundo a empresa, a Alexa+ é baseada em uma arquitetura que utiliza mais de 70 modelos de IA, incluindo tecnologias próprias e modelos disponíveis na AWS (Amazon Web Services). A empresa afirma que o sistema foi projetado para escolher automaticamente qual modelo é mais adequado para cada tarefa.

Durante demonstrações para jornalistas, a Alexa+ foi utilizada para controlar diversos dispositivos inteligentes ao mesmo tempo, como lâmpadas e caixas de som, além de criar roteiros de viagem, sugerir filmes, escrever emails e ensinar receitas —tarefas já familiares para usuários das plataformas mais populares.

A conversa soa mais natural e responsiva do que na versão antiga, embora aparente ter um tempo de resposta maior a depender do comando, assim como ocorre com outras IAs. A assistente também é capaz de armazenar memórias específicas do usuário, como gostos e restrições alimentares. Em dispositivos Echo equipados com câmera, a assistente também pode analisar e descrever imagens.

A empresa aposta na ideia de “IA ambiente”, em que a inteligência artificial fica integrada ao cotidiano sem exigir que o usuário interrompa atividades para interagir com aplicativos ou interfaces específicas.

Outra novidade para o Brasil é a integração com serviços externos. A assistente poderá, por exemplo, solicitar corridas da Uber por comando de voz. Ao receber um pedido como “Alexa, peça um Uber para o aeroporto”, o sistema informa origem, destino, categoria disponível e preço estimado antes de confirmar a reserva.

A assistente virtual pode ser acessada nos aparelhos Echo, vendidos na Amazon, em aplicativo para smartphones e nos navegadores.

Segundo a companhia, mais de 500 milhões de dispositivos Alexa já foram vendidos no mundo. No Brasil, onde a assistente foi lançada em 2019, os usuários realizaram mais de 60 bilhões de interações nos últimos três anos.

Executivos da empresa também disseram que a adaptação para o mercado brasileiro envolveu treinamento para compreender sotaques e expressões regionais do português brasileiro. “Alexa não poderia ser apenas traduzida, ela precisava ser brasileira”, disse Talita Bruzzi Taliberti, country manager de Alexa no Brasil.

Segundo a empresa, a nova versão funcionará em cerca de 98% dos dispositivos Echo atualmente em uso no Brasil, sem necessidade de compra de novos aparelhos. O acesso antecipado começa nesta quinta para dezenas de milhares de usuários selecionados. Clientes interessados podem solicitar participação dizendo “Alexa, quero Alexa+” ou se cadastrando pela Amazon.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/06/amazon-lanca-no-brasil-nova-geracao-da-assistente-pessoal-alexa-com-ia-generativa.shtml

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Startups espaciais iniciam conversas com seguradoras para avaliar riscos de data centers no espaço https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/20/startups-espaciais-iniciam-conversas-com-seguradoras-para-avaliar-riscos-de-data-centers-no-espaco/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/20/startups-espaciais-iniciam-conversas-com-seguradoras-para-avaliar-riscos-de-data-centers-no-espaco/#respond Sat, 20 Jun 2026 13:10:51 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/20/startups-espaciais-iniciam-conversas-com-seguradoras-para-avaliar-riscos-de-data-centers-no-espaco/ Akash SriramJemima Denham

Nova York e Londres | Reuters

Empresas espaciais iniciaram conversas com seguradoras sobre cobertura para centros de dados orbitais de IA. A iniciativa sinaliza um progresso inicial para o setor experimental apoiado pelas empresas SpaceX de Elon Musk e Blue Origin de Jeff Bezos.

O conceito de satélites de data center —projetados para contornar as limitações de energia da Terra— tem atraído crescente atenção desde que Musk os descreveu como o futuro do desenvolvimento de IA (inteligência artificial), antes da abertura de capital recorde da SpaceXneste mês.

Garantir seguros é crucial para empresas que querem tirar os data centers orbitais do papel. A falta de cobertura para o hardware caro e os riscos envolvidos dificultaria atrair o financiamento necessário para expandir tais empreendimentos.

Espaçonave Cygnus da Orbital ATK se aproximando da Estação Espacial Internacional – Nasa – 22.abr.17/via Reuters

A Blue Origin e diversas startups espaciais, incluindo a Orbital, a Starcloud, a Lonestar Data Holdings e a Cowboy Space, também sinalizaram suaintenção de lançar data centers baseados no espaço.

A Reuters conversou com quatro corretoras e seguradoras, além de três empresas do setor espacial, que afirmaram ter ocorrido negociações sobre a cobertura destas tecnologias, embora as conversas ainda estejam em fase preliminar.

A corretora de seguros Marsh afirmou que várias empresas entraram em contato com seguradoras para entender o que a cobertura futura para data centers orbitais poderia abranger, sem revelar os nomes das interessadas.

“Já estamos começando a ver empresas focadas em data centers e empresas focadas em infraestrutura digital buscando apoio da comunidade de seguros”, disse Patton Kline, líder da área de aviação e espaço da Marsh nos Estados Unidos.

A Lonestar informou que realizou recentemente uma reunião informativa nos escritórios da Marsh para o mercado de seguros Lloyd’s de Londres, com a presença de cerca de 25 seguradoras.

A SpaceX e a Blue Origin não responderam aos pedidos de comentários.

As seguradoras já cobrem falhas de lançamento, mau funcionamento de satélites, detritos orbitais e clima espacialem um mercado global que arrecada cerca de US$ 500 milhões em prêmios anuais, de acordo com executivos do setor e a seguradora Axa XL.

Mas, embora as seguradoras tenham décadas de experiência na cobertura de satélites, elas possuem poucos dados sobre infraestrutura de IA orbital. “As discussões no mercado estão focadas em saber se o risco pode ser modelado, em vez de qual deveria ser o prêmio”, disse Kasey Roh, diretora da Upstage AI nos EUA, empresa que desenvolve ferramentas de IA para seguradoras.

Folha Mercado

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Parte do desafio é atribuir valor aos chips de IA em rápida evolução, que podem ser vulneráveis às condições adversas do espaço, afirmou Euwyn Poon, presidente-executivo da Orbital.

David Wade, analista de seguros espaciais da Atrium, afirmou que as startups apoiadas por capital de risco precisariam se expandir antes que houvesse um mercado de seguros significativo para data centers orbitais.

“Até que superemos essa rodada inicial de financiamento e comecemos a ver algumas dessas empresas se expandirem captando dívidas, acho que as necessidades de seguros são muito limitadas no momento.”

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/06/startups-espaciais-iniciam-conversas-com-seguradoras-para-avaliar-riscos-de-data-centers-no-espaco.shtml

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Tribunal nega pedido de big techs e mantém condenação histórica por vício em redes sociais https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/11/tribunal-nega-pedido-de-big-techs-e-mantem-condenacao-historica-por-vicio-em-redes-sociais/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/11/tribunal-nega-pedido-de-big-techs-e-mantem-condenacao-historica-por-vicio-em-redes-sociais/#respond Thu, 11 Jun 2026 13:12:30 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/11/tribunal-nega-pedido-de-big-techs-e-mantem-condenacao-historica-por-vicio-em-redes-sociais/ Google e Meta solicitaram novo julgamento, mas juiz recusou nos EUA
Empresas terão de indenizar mulher em US$ 6 milhões por viciá-la em redes sociais

Jody Godoy

Nova York | Reuters

Um juiz de tribunal estadual da Califórnia negou nessa terça-feira (9) os pedidos da Meta e do Google para a realização de um novo julgamento após um júri considerar as empresas culpadas por projetar plataformas de redes sociais prejudiciais aos jovens.

A juíza do Tribunal Superior de Los Angeles, Carolyn Kuhl, negou a solicitação das big techs, que foram condenadas por negligência e terão de pagar US$ 6 milhões a uma mulher que afirmou ter se tornado viciada no YouTube, do Google, e no Instagram, da Meta, ainda jovem, por causa do design que captura a atenção dos usuários.

Familiares de mulher que processou Meta e Google por viciá-la em redes sociais comemoram decisão de tribunal dos EUA de condenar as empresas – Justin Sullivan – 25.mar.26/Getty Images via AFP

Kuhl rejeitou o argumento das empresas de que estão protegidas das acusações pela Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, uma lei federal que geralmente protege plataformas online de responsabilidade por conteúdo gerado por usuários. Kuhl afirmou que a lei não aborda as escolhas de design das empresas e que o júri foi repetidamente instruído a não considerar o conteúdo.

“Havia evidências substanciais de que a autora foi prejudicada pelos recursos de design do Instagram, independentemente de qualquer conteúdo encontrado nessa plataforma”, decidiu Kuhl.

Em comunicado, um porta-voz da Meta disse que a empresa discorda da decisão. “A teoria jurídica dos autores tenta contornar indevidamente a Seção 230 e a Primeira Emenda, e esperamos que essa decisão seja revertida em recurso”, disse o porta-voz.

José Castañeda, porta-voz do Google, disse em comunicado que a empresa planeja recorrer.

Mark Lanier, advogado da autora, disse que a decisão do tribunal era esperada. “As provas de culpa eram enormes”, afirmou Lanier.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/06/tribunal-nega-pedido-de-big-techs-e-mantem-condenacao-historica-por-vicio-em-redes-sociais.shtml

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Como Coreia do Sul tenta levar IA à indústria para aumentar produtividade https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/11/como-coreia-do-sul-tenta-levar-ia-a-industria-para-aumentar-produtividade/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/11/como-coreia-do-sul-tenta-levar-ia-a-industria-para-aumentar-produtividade/#respond Thu, 11 Jun 2026 13:11:39 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/11/como-coreia-do-sul-tenta-levar-ia-a-industria-para-aumentar-produtividade/
  • País busca formar trabalhadores para setores impulsionados por setor de semicondutores
  • Universidades e centros de pesquisa integram estratégia para adaptar a força de trabalho à automação

A poucos metros de ativações onde crianças coreanas experimentam viver profissões variadas como um idol de k-pop, operador de escavadeira e caixa de supermercado, uma atração chama a atenção pela especificidade.

Nela, usando um headset de realidade virtual, visitantes são transportados para uma versão 3D de uma fábrica de semicondutores. A missão é aprender etapas básicas de um dos processos industriais mais importantes para a economia da Coreia do Sul.

A cena pode ser vista no Korea Job World, centro voltado à orientação profissional de jovens e estudantes, e ajuda a ilustrar a preocupação do país em preparar trabalhadores para uma economia cada vez mais influenciada por inteligência artificial e automação.

A preocupação não é gratuita. A Coreia do Sul ocupa posição estratégica em setores no centro da transformação tecnológica global, especialmente a indústria de chips.

Abrigar empresas como Samsung e SK Hynix, duas das protagonistas da atual corrida global por infraestrutura computacional, ajuda a deixar o país na crista da onda desse ciclo de investimentos, mas fatores como envelhecimento populacional, baixa taxa de fecundidade, escassez de mão de obra e crescente concorrência chinesa são desafios.

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Nesse cenário, aumentar a qualificação da força de trabalho é parte da estratégia do governo coreano para ampliar os ganhos de produtividade associados à IA, cujo impacto hoje ainda é percebido mais na Bolsa do que na economia real.

Resultados dessa ambição aparecem tanto na feira de carreiras quanto em universidades e centros de pesquisa. Na Sungkyunkwan University (SKKU), por exemplo, um projeto desenvolve currículos voltados à aplicação de IA em diferentes áreas. Já institutos como Koreatech e Kaist, este conhecido como o MIT coreano, investem em pesquisas e treinamento voltados à automação industrial.

Na Koreatech (Universidade de Tecnologia e Educação da Coreia), estudantes podem treinar em ambientes que reproduzem condições reais de trabalho utilizando realidade virtual, realidade mista e laboratórios especializados.

Em uma das instalações visitadas pela reportagem, alunos aprendem processos de fabricação de semicondutores em uma sala limpa (“clean room”), ambiente controlado para evitar partículas microscópicas capazes de comprometer a produção dos chips.

A presença desse tipo de infraestrutura em uma universidade chama atenção por reproduzir condições normalmente encontradas apenas em instalações industriais de alta complexidade.

O instituto, que afirma ter um dos melhores índices de empregabilidade do país, também oferece uma plataforma de ensino remoto com cursos especializados em IA e automação que já treinou 116 mil usuários.

Como a IA se integra ao dia a dia na Coreia do Sul

Já no Kaist (Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia), em Daejeon, a 160 quilômetros ao sul de Seul, pesquisadores desenvolvem um sistema operacional chamado Kairos, criado para coordenar ambientes industriais com alto nível de automatização.

Em uma espécie de fábrica em miniatura localizada no campus, diferentes tipos de robôs se movimentam de forma sincronizada em esteiras, corredores e prateleiras, transportando peças e executando tarefas sem colisões nem interrupções.

O sistema usa IA para monitorar operações em tempo real, coordenar fluxos de trabalho, identificar gargalos e emitir alertas de segurança. Em uma das demonstrações, o software detecta a entrada de um trabalhador em uma área restrita sem equipamentos de proteção e interrompe parte da operação.

Segundo Sungwook Lee, professor do departamento de engenharia industrial da Kaist, testes preliminares apontam ganhos de eficiência de até 20% e redução significativa do número de robôs necessários em determinadas operações.

O objetivo final é viabilizar as chamadas “dark factories”, instalações automatizadas capazes de operar com intervenção humana mínima.

Jinhyeok Park, um dos responsáveis pelo projeto, compara o sistema a um maestro. “A ideia é orquestrar todos os elementos da fábrica”, disse.

O jornalista viajou a convite do Ministério de Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/como-coreia-do-sul-tenta-levar-ia-a-industria-para-aumentar-produtividade.shtml

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Nova Siri da Apple, com tecnologia do Google, pode ser a zebra da corrida da IA https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/11/nova-siri-da-apple-com-tecnologia-do-google-pode-ser-a-zebra-da-corrida-da-ia/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/11/nova-siri-da-apple-com-tecnologia-do-google-pode-ser-a-zebra-da-corrida-da-ia/#respond Thu, 11 Jun 2026 13:10:42 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/11/nova-siri-da-apple-com-tecnologia-do-google-pode-ser-a-zebra-da-corrida-da-ia/ The Economist

Há dois anos, a Apple anunciou sua primeira incursão na IA (inteligência artificial). Construída principalmente com modelos desenvolvidos internamente, a “Apple Intelligence” prometia transformar a assistente Siri em uma assistente pessoal tão inteligente quanto os chatbots mais avançados, mas com a vantagem de ter acesso aos dados pessoais do usuário. O esforço foi um fracasso constrangedor, com a Apple entregando pouco do que se propôs a oferecer.

Agora a empresa está fazendo uma segunda tentativa. Na segunda-feira (8), em seu evento anual de software, o CEO prestes a deixar o cargo, Tim Cook, apresentou novamente uma “nova Siri”, que os usuários podem operar usando a voz, uma barra de pesquisa deslizante ou um aplicativo no estilo chatbot.

Logo da Apple em loja da empresa em Manhattan, Nova York – Mike Segar – 21.jul.15/Reuters

Em vez de desenvolver seus próprios modelos, a empresa está usando os do Google, empresa na dianteira da IA. A Apple está apostando que seus dispositivos, e os dados pessoais armazenados neles, se tornarão os portais pelos quais os usuários terão acesso à tecnologia. Será que a estratégia vai dar certo?

Os tropeços anteriores da Apple com IA não lhe causaram danos evidentes. O preço das ações subiu mais de 50% nos últimos dois anos —menos que a Alphabet, dona do Google, mas mais que Amazon, Microsoft e Meta, todas as quais queimaram montanhas de dinheiro para liderar a corrida da IA. A Apple, por outro lado, conseguiu ficar de braços cruzados e embolsar até 30% das receitas geradas por aplicativos de chatbot instalados em seus dispositivos.

Mesmo assim, a concorrência está se aproximando. A OpenAI, criadora do ChatGPT, está trabalhando com Jony Ive, o designer de muitos dos produtos mais famosos da Apple, para criar seu próprio dispositivo com IA. Google e Meta estão investindo em óculos inteligentes. E a Amazon está lançando novos recursos de IA em sua assistente Alexa.

A Apple tem pelo menos duas grandes vantagens sobre aqueles que esperam usar a IA para acabar com o reinado do iPhone. A primeira é o tipo de dados a que tem acesso. Muitas das novas habilidades da Siri dependem da capacidade da Apple de escanear informações como mensagens ou a agenda do usuário.

A segunda é a competência da Apple em hardware e semicondutores. Muitos recursos novos e avançados serão executados nos próprios dispositivos, em vez de precisarem ser roteados por um servidor externo, reduzindo atrasos e garantindo que possam ser usados mesmo sem conexão com a internet.

Isso também significa que a Apple não precisará investir em data centers na mesma proporção que outros provedores de IA. (Alguns recursos de IA computacionalmente exigentes que não podem ser executados nos dispositivos, como estender e reenquadrar fotos, terão limites diários de uso, embora assinantes do serviço iCloud+ da Apple possam ter mais acesso.)

Segundo informações, a Apple está pagando ao Google US$ 1 bilhão por ano por sua tecnologia —uma ninharia comparada ao que custaria desenvolver uma alternativa internamente. E uma vez que os usuários estejam viciados na Siri, a Apple poderia cogitar trocar os modelos subjacentes, dando-lhe a vantagem nas negociações. “Será construída com tecnologia do Google, mas a Apple vai ser dona desse relacionamento com o consumidor”, observa Gil Luria, da firma de investimentos D.A. Davidson.

Folha Mercado

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Os investidores, por sua vez, ainda estão digerindo a novidade; o preço das ações da Apple caiu cerca de 2% no dia do anúncio. Isso pode refletir o fato de que, após anos de atraso, os novos recursos ainda não estão prontos para os consumidores: a Siri atualizada estará disponível nos Estados Unidos no outono do hemisfério Norte, mas não em iPhones na União Europeia ou em qualquer dispositivo Apple na China devido a entraves regulatórios. Inicialmente, a nova Siri também não funcionará em outros idiomas além do inglês.

John Ternus, o futuro chefe da Apple e atual líder de hardware, não falou na conferência, que focou apenas em software. Mas o cronograma da empresa indica que ele supervisionará a maior parte do lançamento. Horace Dediu, um veterano analista da Apple, observa que, embora a empresa trabalhe devagar, “ela tende a entregar em algum momento”. Ternus terá que provar que isso ainda é verdade.

Texto de The Economist, traduzido por Helena Schuster, publicado sob licença. O artigo original, em inglês, pode ser encontrado em www.economist.com

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/06/nova-siri-da-apple-com-tecnologia-do-google-pode-ser-a-zebra-da-corrida-da-ia.shtml

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Prefeito Vilela destaca parceria com Estado durante lançamento da Goiás Tecnologia https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/prefeito-vilela-destaca-parceria-com-estado-durante-lancamento-da-goias-tecnologia/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/prefeito-vilela-destaca-parceria-com-estado-durante-lancamento-da-goias-tecnologia/#respond Tue, 09 Jun 2026 23:15:40 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/prefeito-vilela-destaca-parceria-com-estado-durante-lancamento-da-goias-tecnologia/ O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, participou na manhã desta segunda-feira, 8, do lançamento da Goiás Tecnologia (GOtech), nova estatal criada pelo Governo de Goiás para impulsionar a transformação digital da administração pública estadual e oferecer suporte tecnológico aos municípios goianos. A solenidade foi conduzida pelo governador Daniel Vilela e reuniu autoridades estaduais, prefeitos e representantes do setor de inovação.

Durante o evento, o prefeito Vilela, destacou que Aparecida já mantém parcerias com o Estado na área tecnológica e que a criação da GOtech representa uma oportunidade de ampliar ainda mais a modernização dos serviços públicos oferecidos à população.

“É uma empresa que vai trabalhar em parceria com as prefeituras, principalmente a Aparecida, que é o segundo maior município do Estado. Nós já estamos trabalhando em parceria com o Estado de Goiás, que já está prestando serviços na área de tecnologia ao município de Aparecida de Goiânia em função das necessidades. De forma que o que nós vamos fazer agora é ampliar e ainda mais ter o apoio do Estado através da Goiás Tecnologia”, afirmou o prefeito.

Vilela lembrou que a atual gestão tem investido na digitalização dos serviços municipais para facilitar o acesso da população aos atendimentos públicos.

“Até o ano passado, quando nós chegamos, os processos eram físicos. Não existia esse processo digitalizado. Nós implantamos tudo isso e temos hoje mais de 200 serviços prestados de forma digital pela plataforma Aparecida Digital”, ressaltou.

Tecnologia para melhorar serviços públicos

O prefeito também destacou iniciativas já implantadas pela Prefeitura que utilizam tecnologia para tornar os serviços mais eficientes, como o sistema de telegestão da iluminação pública.

“Nós temos agora um sistema de telegestão da iluminação pública da cidade, um dos mais modernos do Brasil, onde cada lâmpada, ao apresentar problema, aciona um painel de comando que comunica imediatamente o prestador de serviço para que em até 48 horas seja feita a substituição. Isso tudo é tecnologia aplicada para melhorar a vida das pessoas”, explicou.

Segundo o prefeito Vilela, a integração tecnológica também tem contribuído para o fortalecimento da segurança pública em Aparecida.

“Sem falar da inteligência artificial e tudo isso que está sendo utilizado também na segurança pública. Essa parceria com o Governo de Goiás tem feito com que nós possamos reduzir muito os índices de criminalidade na cidade de Aparecida de Goiânia”, acrescentou.

Nova fase da transformação digital

Ao sancionar a lei que cria a GOtech, o governador Daniel Vilela afirmou que a empresa será responsável por acelerar o processo de modernização tecnológica do Estado e ampliar a oferta de soluções digitais para a população.

“Goiás Tecnologia chega para poder garantir maior agilidade, maior eficiência, maior rapidez nesse processo de transformação digital do nosso governo e do nosso Estado. O objetivo principal é oferecer ao cidadão serviços que facilitem a sua vida, com mais rapidez, menos burocracia e maior acesso à tecnologia”, destacou.

O governador ressaltou ainda que a nova empresa terá papel estratégico no apoio aos municípios. “A verdade é que a maioria de nós não tem um conhecimento da expertise das soluções tecnológicas. Com a Goiás Tecnologia, as prefeituras terão uma parceria capaz de desenvolver soluções e apoiar projetos voltados à inteligência e à transformação digital”, afirmou.

Apoio aos municípios e inovação

A GOtech nasce da incorporação da Goiás Telecom pela Planalto Solar Park e passa a atuar como empresa de economia mista voltada ao desenvolvimento tecnológico do Estado. A companhia ficará vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e terá como foco apoiar a modernização dos serviços públicos, integrar sistemas governamentais e fomentar o uso da inteligência artificial em diversas áreas.

O presidente da Goiás Tecnologia, João Grego, destacou que a missão da nova empresa será aproximar o cidadão dos serviços públicos por meio da inovação.

“Com a criação da Goiás Tecnologia, o Estado inaugura uma nova fase de modernidade e transformação digital. O desafio é moldar a tecnologia em benefício do cidadão, ampliando a qualidade da administração e fortalecendo a capacidade de resposta da gestão pública”, concluiu.

Impactos para Aparecida

Para Aparecida de Goiânia, a expectativa é que a nova estrutura estadual fortaleça projetos já em andamento e contribua para o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas voltadas ao atendimento da população.

“É isso que nós vamos continuar avançando cada dia mais: o uso da tecnologia para melhorar a qualidade de vida do cidadão aparecidense”, finalizou o prefeito Vilela.

Veículo: Prefeitura de Aparecida de Goiânia

Fonte: https://aparecida.go.gov.br/prefeito-vilela-destaca-parceria-com-estado-durante-lancamento-da-goias-tecnologia

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Apple atualiza Siri com Gemini, do Google, e busca recuperar espaço na corrida da IA https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/apple-atualiza-siri-com-gemini-do-google-e-busca-recuperar-espaco-na-corrida-da-ia/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/apple-atualiza-siri-com-gemini-do-google-e-busca-recuperar-espaco-na-corrida-da-ia/#respond Tue, 09 Jun 2026 13:15:10 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/apple-atualiza-siri-com-gemini-do-google-e-busca-recuperar-espaco-na-corrida-da-ia/ Gabriela Cecchin

São Paulo

A Apple anunciou nesta segunda-feira (8), durante a WWDC (Worldwide Developers Conference), uma nova leva de recursos de inteligência artificial para seus dispositivos, em uma tentativa de ampliar a presença da tecnologia em seu ecossistema após os atrasos e críticas enfrentados pela primeira geração da Apple Intelligence.

A empresa firmou uma parceria com o Gemini, braço de inteligência artificial do Google, para montar a base do sistema de IA que transforma a Siri em uma assistente mais capaz de executar tarefas e compreender o contexto do usuário. A ferramenta ganha integração ampliada com aplicativos e poderá acessar informações pessoais armazenadas nos dispositivos e na conta Apple para oferecer respostas mais personalizadas.

A nova Siri deve começar a funcionar em modelos a partir do iPhone 15 Pro ainda neste ano. Na União Europeia, porém, a Apple informou que o lançamento será adiado por restrições regulatórias.

Demonstração da nova Siri por Mike Rockwell, engenheiro da ferramenta, em conferência anual de desenvolvedores – Apple no YouTube

Na demonstração, Mike Rockwell, engenheiro da Siri, mostrou que a ferramenta consegue identificar a localização de imagens publicadas em redes sociais, por exemplo, além de ler mensagens por conta própria no celular do usuário para encontrar uma informação específica, como o endereço de um amigo.

O Safari, ferramenta de busca da Apple, também ganhou melhorias. Por exemplo, será possível fazer pesquisas mais amplas, com linguagem cotidiana, e receber resultados personalizados, como acontece no modo IA do Google. Além disso, abas com temas parecidos devem se juntar automaticamente.

As novidades chegam em um momento de pressão para a empresa. Rivais como a Google e a Microsoft vêm acelerando investimentos em inteligência artificial generativa, enquanto a Apple enfrentou dificuldades para cumprir o cronograma de lançamento de algumas funções anunciadas anteriormente.

Folha Mercado

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Outra novidade foi o novo sistema operacional, iOS 27, que deve ser disponibilizado em iPhones até o modelo 11, além de iPad, Mac, Apple Watch, TV e Vision Pro.

O iOS 27 traz ajustes na interface Liquid Glass, apresentada no ano passado, após reclamações de usuários sobre dificuldades de leitura. A atualização permitirá alterar o nível de transparência de botões e outros elementos visuais, além de ampliar as opções de personalização dos ícones de aplicativos com novas camadas de cores.

A empresa também destacou melhorias de desempenho em seus sistemas operacionais. Segundo a Apple, as atualizações tornam as animações mais responsivas, aceleram a abertura de aplicativos em até 30% e permitem transferências de arquivos até cinco vezes mais rápidas. As otimizações incluem mudanças no gerenciamento do processador para melhorar a eficiência do sistema.

Entre os recursos voltados ao dia a dia, a Apple anunciou novas ferramentas para facilitar a alternância entre redes Wi-Fi e dados móveis. O aplicativo Mensagens também ganhou indicadores mais claros sobre o status de envio das conversas, permitindo visualizar quando uma mensagem ainda não foi entregue e realizar novas ações durante o processo.

A companhia apresentou ainda novas funcionalidades para o monitoramento de saúde. Os AirPods receberão recursos adicionais de personalização de áudio para adaptar a experiência sonora às preferências dos usuários.

No Vision Pro, headset de realidade mista da empresa, a Apple anunciou melhorias na qualidade de imagem, com o objetivo de tornar a experiência visual mais nítida e imersiva.

Gerações de iPhones, de 2007 a 2025

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A Apple também anunciou a ampliação de recursos de controle parental com a criação da Child Account, uma conta voltada para crianças e adolescentes que ajusta automaticamente restrições e configurações de acordo com a faixa etária do usuário.

Durante a configuração do dispositivo, o sistema passa a sugerir aplicativos apropriados para cada idade. Com o novo recurso, crianças e adolescentes poderão solicitar diretamente pelo celular acesso a aplicativos ou plataformas bloqueadas, enquanto os responsáveis terão a opção de aprovar ou negar o pedido remotamente.

A ferramenta também permite limitar os contatos com os quais os menores podem se comunicar e cria barreiras para conteúdos considerados sensíveis, incluindo imagens com nudez ou violência.

Os pais poderão ainda estabelecer limites de tempo de uso por categoria de aplicativo, como redes sociais e jogos, com sugestões fornecidas pela própria Apple. O sistema também possibilita definir horários específicos para acesso a determinadas funções, restringindo, por exemplo, o uso durante o período escolar.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/06/apple-atualiza-siri-com-gemini-do-google-e-busca-recuperar-espaco-na-corrida-da-ia.shtml

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Jovens usam mais IA que outras gerações, mas temem efeitos no mercado de trabalho e na criatividade https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/jovens-usam-mais-ia-que-outras-geracoes-mas-temem-efeitos-no-mercado-de-trabalho-e-na-criatividade/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/jovens-usam-mais-ia-que-outras-geracoes-mas-temem-efeitos-no-mercado-de-trabalho-e-na-criatividade/#respond Tue, 09 Jun 2026 13:14:08 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/jovens-usam-mais-ia-que-outras-geracoes-mas-temem-efeitos-no-mercado-de-trabalho-e-na-criatividade/ IA: Jovem são os maiores usuários, mas temem seus efeitos – 09/06/2026 – Tec – Folha

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Sobre a Folha

  • Pesquisa mostra que 31% da geração Z dos EUA sente raiva em relação à tecnologia
  • Apesar do medo, apenas um em cada cinco integrantes da geração Z disse nunca ter usado IA

A promessa para os jovens era de que a IA (inteligência artificial) os tornaria mais produtivos, mais criativos e mais empregáveis. Agora, muitos deles temem que ela possa torná-los menos valiosos.

De desenvolvedores de software que temem ser substituídos a estudantes que sentem que a IA está esvaziando o aprendizado e a criatividade, um número crescente de jovens adultos afirma que a tecnologia está remodelando suas vidas de maneiras negativas.

Nos Estados Unidos, cerca de metade da geração Z —aqueles nascidos entre 1997 e 2012— relatou usar IA generativa pelo menos uma vez por semana. No entanto, 31% disseram que a tecnologia os deixava com raiva, ante 22% no ano passado, segundo pesquisa recente do Gallup.

Jovens usando telefone sentados em banco em distrito de Pequim, na China – Maxim Shemetov – 7.out.25/Reuters

Essas conclusões foram apontadas por jovens de três continentes entrevistados pelo Financial Times, alguns dos quais preferiram não revelar seus nomes completos, que descreveram uma mistura semelhante de dependência e frustração com a IA.

Misha, 24, que recentemente concluiu um mestrado em computação no Imperial College London, disse que os avanços em IA tornaram suas habilidades de programação menos valiosas. “Parece que desenvolvedores de software juniores basicamente estão apenas fazendo microgerenciamento de IA neste momento”, afirmou.

Para muitos recém-formados, a IA transformou a busca por emprego em uma corrida armamentista. Candidatos usam chatbots para gerar cada vez mais inscrições em seleções, enquanto empregadores utilizam algoritmos para filtrar a enxurrada de currículos, e os jovens se veem navegando por múltiplas rodadas de entrevistas e avaliações automatizadas antes de falar com um ser humano.

Estudo recente liderado por pesquisadores da Universidade Stanford descobriu que, em uma popular plataforma de avaliação “gamificada”, quem procura uma vaga precisaria se candidatar a pelo menos 25 posições diferentes para ter quase certeza de receber pelo menos uma recomendação para avançar à próxima etapa.

Muitos recém-formados relataram ter se candidatado a centenas de vagas sem receber uma única oferta de emprego.

“O mundo das candidaturas de emprego está quebrado”, disse Lucy, 24, que trabalha com marketing em uma revista de atualidades. Ela passou a abordar gerentes de contratação pessoalmente e enviar emails na esperança de ser reconhecida por um ser humano.

A rotina de jovens que buscam emprego em plataformas online

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Céleste Collet, 21, que cursa um diploma duplo entre Sciences Po em Paris e a Universidade da Califórnia, disse que, embora fosse positiva sobre o potencial “enorme impacto” da IA, questionava “quantos empregos vão sobrar no futuro”.

Collet disse acrescentou que usou do Claude, chatbot da Anthropic, para ajudar a estruturar e pesquisar sua tese, embora tenha escrito o trabalho ela mesma. Anteriormente, ela “adorava” fazer o trabalho sozinha e sentiu que o chatbot “matou o exercício”, mas recorreu a ele pela pressão dos prazos de entrega do material.

Além do ambiente de trabalho e da sala de aula, muitos reclamaram que a IA dificultou a distinção entre fato e ficção. Lucy afirmou que a disseminação de imagens geradas por IA deu aos políticos uma defesa plausível quando surgem filmagens comprometedoras deles. “Quando você vê uma imagem, ela deveria poder ser usada como prova concreta. Não é mais assim.”

Nos EUA, a reação contra o ritmo do avanço tecnológico foi vista em discursos de formatura do ensino superior, onde formandos vaiaram palestrantes que exaltaram a IA.

O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, foi recebido com vaias e gritos de desaprovação por estudantes da Universidade do Arizona enquanto falava sobre a capacidade da tecnologia de “tocar cada profissão, cada sala de aula, cada hospital, cada laboratório, cada pessoa e cada relacionamento que você tem”.

A reação gerou movimentos como o Luddite Club. Fundado em 2021, o grupo se reunia semanalmente no Prospect Park, no Brooklyn, para ler, pintar, conversar e ouvir música, rejeitando smartphones em favor de celulares simples.

O clube se espalhou pelos EUA e lista em seu site núcleos em universidades e escolas de ensino médio de todo o país, com uma filial na Austrália e outra na Suécia. Os membros organizaram manifestações e protestos contra a IA e big techs.

Apesar das ressalvas, muitos jovens usam a tecnologia e veem seu potencial. Apenas um em cada cinco membros da geração Z ouvidos pelo Gallup disse nunca ter usado IA, aproximadamente a mesma proporção de 2025.

Lucy afirmou que a IA foi uma bênção para sua irmã mais nova, que sofre com problemas de memória de curto prazo após um acidente. Todos os dias, ela usa uma ferramenta de gravação de voz para transformar suas lembranças em resumos acessíveis, o que Lucy disse ter sido “enormemente útil”.

Folha Mercado

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Soham, 20, estudante de engenharia em Chennai, na Índia, disse que o uso da tecnologia entre seus amigos é generalizado e cada vez mais aceitável, especialmente no envio de emails. “Antes as pessoas escondiam os travessões [uma característica comum de textos gerados por IA]. Hoje em dia as pessoas são mais descaradas e aceitaram que a IA é a norma.”

Soham temia o impacto da IA no vasto setor de serviços digitais da Índia e sobre trabalhadores de tecnologia. “O governo realmente não entende como a IA funciona. Não há departamento ou braço do governo garantindo ativamente que ela está no caminho certo.”

Outros reclamaram da crescente intrusão da IA na vida cotidiana. Matthew, 26, representante de vendas no Texas, citou que lembrava, por exemplo, de uma pessoa que disse aos amigos para usar a IA para escrever um discurso de celebração em uma festa de aniversário. “Pareceu um atalho desnecessário que tirou a alma das coisas”, disse ele.

“Muitas pessoas usam IA para pensar ou criar, e ver [essas habilidades] desaparecerem das pessoas ao meu redor é desanimador… Acho que chegamos ao ponto em que ela se tornou mais prejudicial do que útil.”

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Veículo: Folha Uol

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Entre EUA e China, Coreia do Sul aposta em ‘terceira via’ para inteligência artificial https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/entre-eua-e-china-coreia-do-sul-aposta-em-terceira-via-para-inteligencia-artificial/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/entre-eua-e-china-coreia-do-sul-aposta-em-terceira-via-para-inteligencia-artificial/#respond Tue, 09 Jun 2026 13:11:19 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/09/entre-eua-e-china-coreia-do-sul-aposta-em-terceira-via-para-inteligencia-artificial/
  • País tenta transformar liderança em semicondutores em aplicações práticas na economia e nos serviços
  • Ideia é que tecnologia se espalhe pelos setores para aumentar a eficiência em meio a incertezas econômicas

9.jun.2026 às 7h29

Gustavo Soares

Seul

Entre os Estados Unidos, que lideram o desenvolvimento dos modelos mais avançados de inteligência artificial, e a China, que corre atrás para reduzir sua dependência tecnológica, a Coreia do Sul tenta construir um caminho próprio.

O país, que abriga duas das empresas mais importantes da cadeia global de semicondutores vem se beneficiando da explosão de investimentos no setor. Mas, ao contrário das duas maiores potências, parece menos preocupado em criar o próximo ChatGPT do que em responder a uma dúvida prática: como tornar a tecnologia relevante para a economia e as pessoas comuns.

“Ser o número dois dá para o gasto. Ser o número três é complicado”, disse Kim Woo-chang, secretário presidencial para política nacional de inteligência artificial, ao comentar a concentração do mercado em entrevista a jornalistas.

A observação resume um dos principais desafios enfrentados pelo país do leste asiático.

Assistentes virtuais de IA fazem as vezes dos balcões de informação no aeroporto internacional de Incheon, na região metropolitana de Seul – Gustavo Soares/Folhapress

Embora a Coreia esteja entre as economias mais avançadas do mundo em áreas como semicondutores, conectividade e manufatura, a corrida da IA generativa continua concentrada em empresas americanas e chinesas, que disputam palmo a palmo a liderança, de acordo com edição do AI Index da Universidade Stanford publicada em abril.

A posição coreana, porém, não é irrelevante, aparecendo em terceiro lugar no mesmo relatório em quesitos como desenvolvimento de modelos de linguagem próprios.

Mas os grandes trunfos são a Samsung e a SK Hynix, principais fabricantes mundiais de chips de memória de alta largura de banda (HBM), usados em data centers e considerados essenciais para o treinamento e a operação dos sistemas de inteligência artificial avançados como aqueles desenvolvidos por OpenAI, Anthropic e DeepSeek.

Impulsionadas pela corrida por infraestrutura computacional, as ações das duas empresas acumulam valorização de cerca de 140% (Samsung) e 200% (SK Hynix) neste ano, fazendo-as alcançar pela primeira vez o clube restrito das empresas de avaliadas em mais de US$ 1 trilhão.

Apesar dessa relevância crescente, inclusive para a economia coreana, o secretário para IA afirma que o debate global ainda está excessivamente concentrado nos modelos.

Segundo ele, a transformação mais importante ocorrerá quando a tecnologia for incorporada de forma ampla a setores como saúde, educação, indústria e serviços públicos de modo a aumentar a eficiência e impulsionar o crescimento econômico.

“Tento usar a noção de transformação da IA de uma forma que seja ordenada, pacífica, inclusiva e centrada no ser humano. Não digo isso por conveniência, mas sim porque faz muito sentido do ponto de vista comercial. Sem isso, acredito que a atual onda de investimentos não se sustenta. Precisamos de um caso de uso em nível nacional, em que o sistema de saúde melhore, a expectativa de vida de um determinado país aumente e, consequentemente, a economia cresça”, disse.

Homem asiático de terno cinza e gravata azul sentado à mesa de reunião, olhando documentos sobre a mesa. Duas pessoas ao redor, uma estendendo a mão em direção a ele, em ambiente de escritório com janelas ao fundo.

Kim Woo-chang, secretário presidencial para política nacional de inteligência artificial da Coreia do Sul, em entrevista a jornalistas – Divulgação Ministério de Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul

A visão ajuda a explicar por que o governo coreano tem insistido em uma agenda que combina investimentos em infraestrutura, formação de talentos e expansão do uso da tecnologia em diferentes setores.

Parte dessa urgência é também econômica. A Coreia do Sul enfrenta uma das menores taxas de fecundidade do mundo (0,8 filho por mulher em 2025) e uma população em rápido envelhecimento. Ao mesmo tempo, lida com a crescente concorrência chinesa em setores que durante décadas impulsionaram o desenvolvimento local, como eletrônicos, siderurgia, química e manufatura.

Nesse contexto, mesmo pequenos ganhos de produtividade tornaram-se uma necessidade, e a IA é vista por autoridades, pesquisadores e empresários como uma das principais ferramentas para resolver esse quebra-cabeça.

Na última semana, a Folha visitou projetos ligados ao uso de inteligência artificial em áreas como saúde, educação, gestão urbana e manufatura no país. Todos compartilhavam uma lógica semelhante: utilizar a tecnologia para ampliar a capacidade de sistemas já existentes, de prontuários médicos à robótica avançada.

A percepção também apareceu no setor privado. Fundada há dez anos como uma startup de tecnologia educacional, a Elice se redirecionou nos últimos anos para equipamentos voltados à inteligência artificial. Hoje, a empresa opera centros de processamento voltados para aplicações de IA e aposta em data centers modulares, mais portáteis e com melhor relação custo-benefício, como alternativa aos modelos tradicionais cada vez mais concorridos.

Para o CEO da startup, Kim Jaewon, a Coreia pode ocupar uma posição intermediária em um cenário cada vez mais polarizado. “Podemos ser um terceiro país, mais neutro”, disse em entrevista na sede da empresa.

O CEO da startup Elice, Kim Jaewon, em visita à sede da empresa em Seul, na Coreia do Sul -  Divulgação Ministério de Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul

O CEO da startup Elice, Kim Jaewon, em visita à sede da empresa em Seul, na Coreia do Sul – Divulgação Ministério de Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul

Segundo ele, muitos países buscam formas de desenvolver capacidades próprias em IA sem depender completamente de plataformas americanas ou chinesas. A aposta da empresa hoje é oferecer a base que permita esse desenvolvimento de forma mais acessível —o segmento já representa 70% das receitas, superando o negócio original.

“O custo de utilização dos modelos de IA está aumentando, então acredito que a lacuna entre os países avançados em IA e os países menos capacitados em IA irá se ampliar. Um dos nossos objetivos é reduzir essa lacuna”, disse.

Se a estratégia de universalização garantirá resultados amplos para toda a economia ainda é uma incógnita também sujeita aos próprios avanços da tecnologia.

Sinal disso é que o próprio arcabouço legal que sustenta parte dessa visão do governo coreano, o AI Basic Act, teve sua vigência adiada em um ano para contemplar eventuais novas mudanças. Para Kim Woo-chang, secretário do presidente Lee Jae-myung para o setor, 80% da lei visa facilitar avanços, enquanto 20% pode ser considerado regulação.

“Haverá efeitos colaterais, sem dúvida, mas se o resultado da transformação for extremamente positivo, não há razão para falarmos em regulação. Esperamos que a transformação causada pela IA seja ordenada, pacífica, inclusiva e centrada no ser humano. E admito que não é uma tarefa trivial. É um desafio enorme, especialmente considerando que o ecossistema de IA é dominado pelos EUA e pela China”.

“Talvez estejamos à beira de um mundo completamente diferente. E, de alguma forma, teremos a chance de definir como será o futuro”, disse.

O jornalista viajou a convite do Ministério de Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul

Veículo: Folha Uol

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‘Executivos de alto impacto’ usam IA com a promessa de produzir por uma equipe inteira https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/06/executivos-de-alto-impacto-usam-ia-com-a-promessa-de-produzir-por-uma-equipe-inteira/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/06/executivos-de-alto-impacto-usam-ia-com-a-promessa-de-produzir-por-uma-equipe-inteira/#respond Sat, 06 Jun 2026 13:12:53 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/06/06/executivos-de-alto-impacto-usam-ia-com-a-promessa-de-produzir-por-uma-equipe-inteira/ HI-C utilizam da tecnologia para se destacar nos EUA; remuneração proporcional ao trabalho é questão em aberto

  • Especialista da FGV alerta para ‘desemprego silencioso’ para quem não se adaptar às mudanças

Um novo tipo de profissional que promete trabalhar por uma equipe inteira, com domínio de ferramentas de inteligência artificial, repercutiu nas redes sociais. O HIC (High-Impact Individual Contributor, ou colaborador individual de alto impacto) abriria mão de gerenciar um time para entregar sozinho o que antes exigia vários trabalhadores.

As funções práticas do fluxo de produção são desempenhadas por uma ou mais ferramentas de IA, como compiladores de código com assistência da IA e geradores de conteúdo. O trabalho do especialista sênior é operar a cadeia de agentes, com comandos e sequências lógicas e supervisionar as etapas de execução da IA.

Catarina Pignato

Para o economista e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Robson Gonçalves, essa relação de trabalho, presente no mercado corporativo americano, ainda deve tardar a chegar com força no Brasil. “Lá no Vale do Silício, as empresas já buscam especificamente esses profissionais; aqui no Brasil, embora alguns já atuem substituindo equipes inteiras, ainda não existe um descritivo dessa função”.

Em um artigo, Elena Verna, executiva que cunhou o termo HIC, conta que deu um passo atrás na carreira como diretora da empresa Lovable para voltar ao cargo de especialista. Dessa vez, sozinha e com o mesmo salário de diretora.

No Brasil, embora a categoria não tenha a mesma dimensão do mercado corporativo americano, a discussão se destacou após um vídeo de Vicente Conde, executivo formado em Harvard e economista pela Universidade de Granada, na Espanha, no qual fala de um candidato a vice-presidente de produto de uma empresa americana que teria apresentado uma contraproposta com um salário três vezes maior do que era previsto. A justificativa para o pagamento era curta: “Não preciso de time”.

Durante 12 meses, segundo o vídeo, o funcionário teria documentado tudo o que entregou sozinho, apenas com apoio da IA. O objetivo era provar que produzia o equivalente a oito pessoas.

A discussão passa por métricas como produtividade e capacidade de entrega. Ainda assim, não está claro qual deve ser o salário.

À Folha Conde explica que a lógica do mercado especializado está se invertendo: o foco agora é a entrega por unidade de custo. “Quem consegue demonstrar isso com números concretos está tendo um poder de negociação que até então não existia”, disse.

“O que mais me chamou a atenção na conversa não foi o salário, mas sim a inversão que está acontecendo. Por décadas, crescer na cadeira significava acumular efetivo. Os HICs estão propondo o oposto: crescer para eles é se tornar tão capaz que dispensa qualquer tipo de estrutura”.

Conde também define que o HIC é o profissional que trabalha com o que chama de “astúcia técnica”.

“O HIC é alguém que entendeu como a tecnologia cobre lacunas técnicas que antes exigiam a contratação de especialistas em design, engenharia ou marketing para que você entregue projetos complexos de forma autônoma”, diz.

Dados da pesquisa Global Total Rewards Pulse, da Korn Ferry, de março de 2026, apontam que 76% das organizações acreditam que o impacto da IA nos cargos está aumentando.

Quanto à remuneração, o relatório indica que profissionais especializados com IA recebem prêmios de remuneração entre 10% e 15% acima de seus pares. “As empresas estão usando incentivos de assinatura e bônus de retenção para competir por talentos altamente especializados em IA”.

Para Robson Gonçalves, existe uma assimetria de informação; muitas vezes as empresas sabem quanto o cliente final paga e retêm a margem, enquanto o profissional, focado na entrega técnica, continua aprendendo a precificar sua nova capacidade.

Gabriela Nunes, professora de gestão de carreiras da FGV, alerta que, para quem não se qualificar e conseguir incorporar a inteligência artificial no seu trabalho, será cada vez mais difícil conquistar boas posições, acarretando que chama de “desemprego silencioso”.

“A alta do desemprego não virá por demissões em massa, mas sim como uma vaga que não foi aberta, ou um trainee que não foi contratado porque suas tarefas foram absorvidas por um profissional sênior que rende três vezes mais com IA”. Para ela, o risco é o excedente de profissionais que pode ficar em um limbo educacional, sem desenvolvimento ou progresso na carreira.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/06/executivos-de-alto-impacto-usam-ia-com-a-promessa-de-produzir-por-uma-equipe-inteira.shtml

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