Mundo https://www.jaedestaque.com.br Sun, 09 Aug 2026 14:38:31 +0000 pt-BR hourly 1 Netanyahu diz que Irã não terá arma nuclear, e houthis atacam refinaria saudita na costa do Mar Vermelho https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/09/netanyahu-diz-que-ira-nao-tera-arma-nuclear-e-houthis-atacam-refinaria-saudita-na-costa-do-mar-vermelho/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/09/netanyahu-diz-que-ira-nao-tera-arma-nuclear-e-houthis-atacam-refinaria-saudita-na-costa-do-mar-vermelho/#respond Sun, 09 Aug 2026 14:38:27 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/09/netanyahu-diz-que-ira-nao-tera-arma-nuclear-e-houthis-atacam-refinaria-saudita-na-costa-do-mar-vermelho/ AFP e Reuters

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou neste domingo (9) que impedirá o Irã de obter armas nucleares, independentemente do rumo das negociações diplomáticas com Washington e os países do Golfo.

“Quero enfatizar mais uma vez: com um acordo ou sem um acordo, enquanto eu for primeiro-ministro, o Irã não terá armas nucleares”, disse Netanyahu durante uma reunião do gabinete. A declaração ocorre em meio a uma escalada regional da guerra após o fracasso de um cessar-fogo temporário.

Os houthis, alinhados a Teerã no Iêmen, disseram ter atacado neste domingo a refinaria de Jazan, da Saudi Aramco, na costa do Mar Vermelho. A ofensiva ocorreu dois dias depois de Riad assinar um pacto de defesa com Turquia e Paquistão, em resposta à crescente instabilidade regional provocada pelo conflito.

O Ministério da Energia saudita informou que houve um incêndio na refinaria, posteriormente controlado, sem registro de feridos. As autoridades disseram estar lidando com o incidente, mas não informaram sua causa.

Segundo Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, o grupo utilizou um drone para atacar a instalação. A refinaria de Jazan tem capacidade para processar cerca de 400 mil barris de petróleo bruto por dia, mas havia sido fechada no fim de julho, segundo uma nota de uma consultoria vista pela Reuters.

Os houthis já haviam atacado instalações da Aramco na região e também atingido a área de Yanbu, no litoral do Mar Vermelho. O grupo afirmou ainda ter realizado ataques com mísseis e drones contra a cidade portuária de Mocha, no Mar Vermelho. Segundo Saree, os alvos incluíam tropas sauditas e um depósito de armas na região.

Um porta-voz militar iemenita afirmou que sete pessoas morreram na ofensiva. A cidade de Mocha é controlada pelo governo iemenita sediado em Áden, reconhecido internacionalmente e apoiado por Riad. A Arábia Saudita não comentou os ataques.

Enquanto Irã e Estados Unidos ainda discutem os parâmetros para um possível acordo de paz, os houthis declararam no mês passado um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho. O Irã e grupos armados xiitas aliados passaram a intensificar ataques contra outros países do Golfo, além de ações contra carregamentos de energia, desde o início do conflito.

No sábado (8), um funcionário iraniano de alto escalão da área de segurança nacional apresentou uma lista de exigências que, segundo ele, os EUA terão de cumprir antes que o estreito de Hormuz possa ser reaberto ao tráfego marítimo. A iniciativa lança dúvidas sobre o destino dessa rota comercial.

Mohammad Bagher Zolghadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, divulgou um comunicado veiculado pela mídia estatal no qual enumera várias condições para a reabertura da via marítima.

Ele exigiu que os EUA suspendam o bloqueio naval e as sanções contra o Irã, retirem as forças militares americanas das proximidades do país, paguem reparações devido à guerra e liberem ativos iranianos congelados, além de encerrarem os ataques aos aliados do Irã na região e as ameaças contra o país.

A mídia estatal iraniana também informou neste domingo que o presidente do país, Masoud Pezeshkian, reuniu-se com o líder supremo, Mojtaba Khamenei, no fim de julho. Um comandante de uma força paramilitar também prometeu que imagens de Mojtaba serão divulgadas futuramente.

Pezeshkian apresentou versões diferentes nas últimas semanas sobre seu acesso a Khamenei, que não é visto em público desde que sucedeu o pai no cargo, em março.

Em 21 de julho, o presidente afirmou que suas interações com o líder supremo estavam “aumentando dia após dia”, mas, no início de agosto, disse que se comunicar com Mojtaba era “muito difícil”.

Segundo a mídia estatal, a reunião do fim de julho tratou de questões militares e econômicas. Mojtaba teria ficado gravemente ferido no ataque de 28 de fevereiro que matou seu pai e antecessor, Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/netanyahu-diz-que-ira-nao-tera-arma-nuclear-e-houthis-atacam-refinaria-saudita-na-costa-do-mar-vermelho.shtml

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Israel rejeita plano de Trump para desarmar Hamas https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/09/israel-rejeita-plano-de-trump-para-desarmar-hamas/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/09/israel-rejeita-plano-de-trump-para-desarmar-hamas/#respond Sun, 09 Aug 2026 14:37:32 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/09/israel-rejeita-plano-de-trump-para-desarmar-hamas/ Aaron Boxerman

Tel Aviv | The New York Times

O governo israelense rejeitou um plano de 15 pontos apoiado pelo governo Donald Trump que visa desarmar o grupo terrorista Hamas na Faixa Gaza, afirmou neste domingo (9) o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.

O presidente Trump anunciou o acordo entre seu Conselho da Paz e o Hamas no fim do mês passado, classificando-o como um grande avanço. O gabinete de Netanyahu havia manifestado ressalvas, afirmando que a proposta “não reflete as posições de Israel“, mas sem chegar a rejeitá-la abertamente.

O primeiro-ministo de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, em um evento na Flórida – Jonathan Ernst – 29.dez.25/Reuters

A proposta apoiada pelos Estados Unidos prevê um processo gradual, no qual o Hamas entregaria suas armas, em etapas, a uma nova administração palestina em Gaza. Em troca, Israel se retiraria gradualmente de mais da metade de Gaza que ainda controla.

Neste domingo, Netanyahu rejeitou publicamente o plano, afirmando que as forças israelenses “não realizariam nenhuma retirada até que o Hamas fosse desarmado”. Foi um raro rompimento público com Trump, com quem Netanyahu mantém uma parceria vertiginosa e muitas vezes imprevisível.

“Quero deixar claro: Israel descarta o plano de 15 pontos”, disse Netanyahu em uma reunião de ministros do governo, segundo um comunicado de seu gabinete, acrescentando que Israel havia transmitido suas preocupações ao governo Trump.

O primeiro-ministro israelense, que enfrentará uma difícil campanha pela reeleição neste segundo semestre, prometeu uma “vitória absoluta” sobre o Hamas depois que o grupo liderou o ataque de 7 de outubro de 2023, que deu início à guerra em Gaza. Mas, quase três anos depois, o Hamas ainda controla partes do território que domina há quase duas décadas.

Israel e o Hamas concordaram com um cessar-fogo inicial em Gaza, apoiado pelos EUA, em outubro do ano passado, e os mediadores esperavam que isso pusesse fim à guerra. Mas a trégua deixou para depois muitas das questões mais difíceis —como o controle do território pelo Hamas.

O plano de paz de Trump para Gaza estabelecia que o Hamas entregaria suas armas, uma exigência central de Israel. Mas a resistência armada a Israel é um princípio fundamental do grupo, o que torna a questão um grande ponto de impasse.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/israel-rejeita-plano-de-trump-para-desarmar-hamas.shtml

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Espanha fiscaliza entrada de viajantes da Itália como resposta à disputa migratória https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/09/espanha-fiscaliza-entrada-de-viajantes-da-italia-como-resposta-a-disputa-migratoria/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/09/espanha-fiscaliza-entrada-de-viajantes-da-italia-como-resposta-a-disputa-migratoria/#respond Sun, 09 Aug 2026 14:36:20 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/09/espanha-fiscaliza-entrada-de-viajantes-da-italia-como-resposta-a-disputa-migratoria/ Madri e Milão | Reuters

A Espanha submeteu a controle de fronteiras 199 passageiros que chegaram da Itália nos seis maiores aeroportos do país neste sábado (9), primeiro dia da retomara de verificações após uma disputa com Roma sobre migração irregular.

O Ministério do Interior espanhol informou neste sábado (8) que foram realizadas verificações de pessoas que viajavam em 12 voos procedentes da Itália. Eles desembarcaram nos aeroportos de Madri, Barcelona, Sevilha, Bilbao, Alicante e Valência.

A Espanha anunciou na sexta-feira (7) que restabeleceria temporariamente os controles para passageiros procedentes da Itália. A medida entrou em vigor à meia-noite deste sábado e permanecerá até 7 de setembro.


Agentes da Polícia Nacional da Espnha monitoram a chegada de viajantes vindos da Itália no aeroporto de Madri – Polícia da Espanha – 8.ago.26/via Reuters

Madri justificou a decisão pela “pressão migratória irregular persistente” e afirmou que os controles serão mantidos enquanto a Itália continuar adotando medidas semelhantes contra passageiros procedentes da Espanha.

A disputa entre os dois países começou depois de uma onda migratória que levou mais de 70 mil pessoas a Ceuta, território espanhol no norte da África, em 30 de julho. O episódio provocou reação de países da União Europeia e aumentou as tensões entre Madri e Roma.

A Itália havia anunciado na semana passada a suspensão temporária da livre circulação prevista pelo espaço Schengen para pessoas que chegam da Espanha. Os controles foram adotados em pontos de entrada marítimos e aéreos e, segundo o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, permanecerão pelo menos até 15 de agosto.



Imigrantes cruzam fronteira de Ceuta, território espanhol na África, e rompem bloqueio policial

Roma afirma que a medida não afeta cidadãos espanhóis ou de outros países da UE que viajam para a Itália. As verificações são direcionadas a cidadãos de fora do bloco.

O governo italiano disse que os controles são necessários para proteger a segurança de seus cidadãos e que só pretende suspendê-los quando houver garantias de que não há riscos de segurança nem migrantes em situação irregular se dirigindo ao território italiano.

A decisão italiana provocou críticas do governo espanhol, que acusou Roma de colocar em risco um dos principais pilares da integração europeia: a livre circulação de pessoas dentro do espaço Schengen. Madri classificou os controles como “injustos, contrários aos interesses da UE e discriminatórios”.

O espaço Schengen permite a circulação sem controles de passaporte entre 29 países europeus. Os países integrantes, no entanto, podem restabelecer temporariamente os controles nas fronteiras em situações consideradas excepcionais, como ameaças à segurança ou à ordem pública.

Embora os controles sejam temporários, o episódio expõe as dificuldades enfrentadas pela UE para preservar a livre circulação de pessoas diante do aumento dos fluxos migratórios e das preocupações de segurança dos países-membros.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/espanha-fiscaliza-entrada-de-viajantes-da-italia-como-resposta-a-disputa-migratoria.shtml

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Brasil pode ser mediador na Guerra da Ucrânia, diz chanceler da Suécia https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/07/brasil-pode-ser-mediador-na-guerra-da-ucrania-diz-chanceler-da-suecia/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/07/brasil-pode-ser-mediador-na-guerra-da-ucrania-diz-chanceler-da-suecia/#respond Fri, 07 Aug 2026 14:36:15 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/07/brasil-pode-ser-mediador-na-guerra-da-ucrania-diz-chanceler-da-suecia/ À Folha, Maria Malmer Stenergard defende que Brasília ainda pode desempenhar papel importante no conflito
Há percalços no acordo UE-Mercosul, mas não queremos guerra comercial, afirma ministra sobre atritos após assinatura

Em breve passagem pelo Brasil, a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, afirmou que o Brasília pode desempenhar um papel “muito importante” na mediação da Guerra da Ucrânia. Em entrevista à Folha, ela afirmou que abordou o tema com o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores).

“Acredito que seja valioso haver no mundo governos com grande influência, como o Brasil, que possam conversar com ambas as partes. E é aí que o Brasil pode desempenhar um papel muito importante”, afirmou ela nesta quinta-feira (6), ao ser questionada sobre a tradição de neutralidade da diplomacia brasileira.

A declaração, semelhante ao que várias partes envolvidas no conflito disseram nos primeiros anos de conflito, ocorre desta vez em um momento em que Brasília e Kiev ensaiam uma reaproximação após reiterados atritos e uma relação na prática limitada pela posição brasileira também próxima de Moscou.

O governo de Volodimir Zelenski prepara a indicação de uma nova embaixadora para a representação em Brasília, hoje chefiada por um encarregado de negócios. Inna Vasilivna Ohnivets, ex-embaixadora em Portugal, é a mais cotada para o cargo e é bem avaliada por integrantes dos dois governos.

Ao mesmo tempo, Kiev e Bruxelas tentam reforçar o bom momento no conflito dos ucranianos, com ataques incômodos à Rússia e uma pressão cada vez maior, por parte da Europa, à chamada frota fantasma, que tenta driblar sanções para continuar escoando a produção energética russa, inclusive para o Brasil.

“Precisamos nos manter fiéis à ordem mundial baseada em regras, ao multilateralismo”, afirmou Stenergard. “O que a Rússia fez foi uma violação flagrante do direito internacional. Portanto, precisamos realmente defender a Ucrânia para defender o direito internacional. Às vezes, as situações não são tão preto no branco; neste caso, a distinção é muito clara.”

Lá Fora

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Há pouco mais de dois anos, a Suécia se tornou o último país a ingressar na Otan, a aliança militar ocidental, que faz frente aos avanços de Vladimir Putin e cuja tentativa de alargamento, na versão do russo, contribuiu para a invasão.

Apoiar a Ucrânia tem sido prioridade da aliança, liderada pelos Estados Unidos mas composta majoritariamente por países europeus temerosos de que Putin não parasse em Kiev.

Uma das várias formas de auxílio do bloco é o fornecimento de modelos antigos de caças Gripen, da sueca Saab, para o governo ucraniano.

Veja como é feito o Gripen no Brasil

A aeronave é a espinha dorsal da relação atual de Estocolmo com Brasília —que completa 200 anos em 2026. Com fábrica em Gavião Peixoto (SP), a Saab produz o Gripen com foco na compra brasileira de 36 caças, fora 20 adicionais que ainda estão em processo de negociação.

A empresa sueca tem parceria com a brasileira Embraer, da qual a Suécia comprou cargueiros C-390; há previsão de um centro de inovação no Brasil —e de espaço para aprofundamento dessa relação, segundo a ministra.

A estratégia é voltada também para o mercado latino-americano mais amplo, com um acordo já fechado com a Colômbia para 17 jatos do mesmo modelo brasileiro, provavelmente produzidos na fábrica paulista.

Stenergard também visita a Colômbia nesta sexta-feira (7), para a posse do ultradireitista Abelardo de la Espriella. O novo presidente colombiano, quando ainda era candidato, afirmou que iria revisar o contrato, assinado durante o governo do esquerdista Gustavo Petro.

“Temos um acordo e uma relação de longa data, muito boa, com a Colômbia. Independentemente de qual governo esteja no poder, espero que possamos continuar desenvolvendo essas excelentes relações. Naturalmente, espero que cumpram o que foi acordado”, afirmou a ministra.

Outro pacto importante na relação entre Europa e América Latina que tem vivido dias tensos é o recém aprovado acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.

Com novas exigências regulatórias e cotas de importação da UE para produtos importantes para a pauta exportadora brasileira, como aço, soja e carne, o acordo que demorou duas décadas para ser finalizado corre o risco de ver ativado seu mecanismo de reequilíbrio —um dispositivo do pacto que pode ser acionado caso uma das partes entenda que foi lesada pela outra por medidas externas ao acordo.

“O acordo é um enorme sucesso, mas sempre há percalços em pactos dessa dimensão. É um problema quando grantes atores mundiais não cumpres as regras comerciais que estabelecemos e, por isso, às vezes precisamos adotar contramedidas. Não é algo que a Suécia queira ver no longo prazo, e sem dúvida, não queremos que isso se transforme em uma guerra comercial cada vez mais acirrada”, afirmou a ministra.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/brasil-pode-ser-mediador-na-guerra-da-ucrania-diz-chanceler-da-suecia.shtml

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Papa Leão 14 visitará Uruguai, Argentina e Peru em novembro, diz Vaticano https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/05/papa-leao-14-visitara-uruguai-argentina-e-peru-em-novembro-diz-vaticano/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/05/papa-leao-14-visitara-uruguai-argentina-e-peru-em-novembro-diz-vaticano/#respond Wed, 05 Aug 2026 14:36:29 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/05/papa-leao-14-visitara-uruguai-argentina-e-peru-em-novembro-diz-vaticano/ O papa Leão 14 visitará três países da América do Sul em novembro, anunciou o Vaticano nesta quarta-feira (5). O pontífice irá ao Uruguai, à Argentina e ao Peru entre os dias 6 e 17 de novembro.

A viagem é significativa para o líder católico que passou décadas como missionário e bispo no Peru antes de se tornar papa no ano passado.

É também a primeira viagem de um papa à América do Sul desde 2018, quando o papa Francisco viajou ao Chile e ao Peru. Apesar de ser argentino, ele nunca visitou sua terra natal como pontífice.

Leão 14 ficará no Uruguai de 6 a 8 de novembro, na Argentina de 8 a 11 e no Peru de 11 a 17, informou o Vaticano.

Embora seja o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, o papa também é cidadão peruano. No país, foi bispo de Chiclayo, no noroeste, de 2015 a 2023.

Durante sua passagem pelo Peru, o papa visitará Chiclayo, Lima, Cusco e Pucallpa, segundo o Vaticano. Na Argentina, visitará Buenos Aires, Córdoba e Luján. No Uruguai, irá a Montevidéu, Paysandú e Florida.

O Vaticano não forneceu mais detalhes sobre as visitas e informou que os itinerários completos serão divulgados posteriormente.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/papa-leao-14-visitara-uruguai-argentina-e-peru-em-novembro-diz-vaticano.shtml

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Prefeito de Nova York desperdiça talento ao destruir pontes entre judeus e muçulmanos https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/03/prefeito-de-nova-york-desperdica-talento-ao-destruir-pontes-entre-judeus-e-muculmanos/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/03/prefeito-de-nova-york-desperdica-talento-ao-destruir-pontes-entre-judeus-e-muculmanos/#respond Mon, 03 Aug 2026 14:37:39 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/03/prefeito-de-nova-york-desperdica-talento-ao-destruir-pontes-entre-judeus-e-muculmanos/ Não sei que tipo de prefeito de Nova York Zohran Mamdani vai se tornar, mas ele já provou ser uma decepção como homem público.

Nova York é a única cidade do mundo onde vivem lado a lado pelo menos 750 mil judeus e outros 750 mil muçulmanos. Em vez de atuar como um construtor de pontes entre eles, Mamdani, o primeiro prefeito muçulmano da cidade, optou por ser um destruidor de pontes —usando o conflito de Israel e Palestina como seu machado.

É um desperdício lamentável de um talento político verdadeiramente carismático.

Considere a travessura recente de Mamdani: ameaçar prender o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, quando ele for a Nova York para a reunião das Nações Unidas, em setembro. O Tribunal Penal Internacional expediu um mandado de prisão contra Netanyahu em 2024, alegando que ele cometeu crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.

Embora Mamdani tenha acabado por reconhecer que a Prefeitura não tem essa autoridade legal —e, em vez disso, tenha apelado ao governo federal para cumprir o mandado dias antes da visita do líder israelense a Washington—, foi exatamente o tipo de munição que Netanyahu usará em sua campanha para ser reeleito em 27 de outubro. Eu mesmo poderia escrever o comercial de campanha de Bibi: “O único lugar seguro para os judeus é Israel. Basta olhar para o que está acontecendo em Nova York. O único líder capaz de proteger os israelenses sou eu: Bibi”.

A meu ver, as posições extremas de Mamdani e de Netanyahu são dois lados da mesma moeda: Bibi não reconhece o direito do povo palestino à autodeterminação em sua pátria nacional e acredita que apenas Israel deve governar o território que se estende do mar Mediterrâneo ao rio Jordão. No entanto, os palestinos são um povo —mais de 7 milhões deles vivem nesse espaço— e não vão desaparecer nem abrir mão do direito de constituir um Estado, independentemente da fantasia em contrário alardeada por Bibi e seus seguidores.

O que Bibi realmente vende é uma guerra perpétua entre israelenses e palestinos. Hoje, ele permite que colonos na Cisjordânia destruam aldeias palestinas, e, quando os moradores resistem, seu governo chama isso de terrorismo.

Mamdani tampouco defende a solução de dois Estados. Ele argumenta que os judeus não têm direito à autodeterminação em um Estado próprio —um Estado judeu em sua terra bíblica, nessa mesma região que vai do Mediterrâneo ao Rio Jordão. Porém, mais de 7 milhões de judeus também vivem ali e tampouco vão embora ou abrirão mão do direito a um Estado judeu —não importa o que digam Mamdani e outros socialistas democráticos. Assim, na prática, eles também estão promovendo uma guerra perpétua.

Palestinos enfrentam dificuldades para obter água na Faixa de Gaza

E se Mamdani realmente quisesse atuar como um construtor de pontes entre israelenses e palestinos, papel para o qual tem capacidade e talento ímpares?

Se quisesse, ele declararia a intenção de, no dia em que Bibi chegasse a Nova York para a Assembleia Geral da ONU, convocar um seminário em seu gabinete e convidar especialistas israelenses, palestinos, árabes, muçulmanos e judeus para debater a única solução justa e estável: como criar dois Estados independentes para dois povos que habitam a região entre o rio e o mar.

Ele convidaria representantes sauditas para discutir a Iniciativa de Paz Árabe, apresentada nesta mesma coluna em 2002 pelo príncipe herdeiro saudita Abdullah bin Abdul Aziz al-Saud. Convidaria Bill Clinton, Barack Obama e George W. Bush para que cada um expusesse seus planos de dois Estados para dois povos. Convidaria líderes palestinos como Salam Fayyad, ex-primeiro-ministro da Autoridade Palestina — que tanto fez em sua gestão para construir instituições destinadas a um Estado palestino ao lado de Israel—, a fim de debater como reativar esse esforço hoje.

Políticos, apoiadores e celebridades comparecem à posse de Mamdani como prefeito de Nova York

O mais importante: ele convidaria representantes de organizações judaico-árabes que buscam viabilizar dois Estados para dois povos, como a Abraham Initiatives. Não confundir com os Acordos de Abraão; trata-se de uma organização em Israel voltada à reconciliação entre cidadãos palestinos e judeus no país. (Já doei dinheiro para o grupo.)

Ele convidaria representantes da EcoPeace Middle East, uma organização israelense-palestina-jordaniana dedicada a promover a reconciliação por meio de projetos ambientais conjuntos. (Também já fiz doações para ela.) E convidaria o novo partido israelense A Place for Us All (um lugar para todos nós), criado antes do próximo pleito com uma lista conjunta de palestinos e judeus israelenses, liderado por Rula Daoud e Alon-Lee Green.

Em artigo publicado no jornal Haaretz, Green explicou que a nova legenda “não é um partido judeu (com representação árabe simbólica) nem um partido árabe (com representação judaica simbólica), mas sim um partido árabe-judaico conjunto”. A proposta do grupo é construir “uma paz que trará tanto o fim da ocupação quanto a criação de um Estado palestino independente, lado a lado com o Estado de Israel”.

Por fim, para agregar um toque de celebridade, ele poderia convidar a atriz Natalie Portman. Fiquei muito impressionado com o discurso que ela fez recentemente em um evento virtual de arrecadação de fundos para o A Place for Us All.

De acordo com uma reportagem do Haaretz, Portman “enfatizou sua identidade como mulher judaica e cidadã israelense, lembrando que seu pai nasceu e cresceu em Israel e que sente : “um amor profundo, como muitos de vocês também sentem, pelas pessoas desta região —todas as pessoas desta região—, pela terra e pelo futuro”.

Como Portman disse aos apoiadores do partido: “Vocês lutaram pelo retorno dos reféns. Mantiveram-se firmes contra a guerra de aniquilação e a favor das crianças de Gaza. Exigiram ruas mais seguras, salários mais justos. O establishment quer nos convencer de que isso é impossível, de que uma parceria real é inviável. Querem minimizar o que esses líderes incríveis estão fazendo aqui, agora, e estão aterrorizados com o que este movimento representa”.

É assim que soa uma liderança construtiva. O partido A Place for Us All ainda aparece nas pesquisas muito abaixo da cláusula de barreira necessária para conquistar um assento no Knesset. Contudo, o movimento está apenas no começo.

Se você prefere uma versão mais pragmática dessa mensagem, vale acessar o site do Commanders for Israel’s Security, entidade que reúne quase 600 coronéis e generais reformados do Exército israelense, além de veteranos do Mossad, do Shin Bet (segurança interna), da polícia e do corpo diplomático, todos empenhados em se opor à anexação da Cisjordânia por Israel e em trabalhar por uma solução de dois Estados.

Imagine se Mamdani, em vez de se dedicar a um artifício inútil ao cogitar publicamente a prisão de Netanyahu, reunisse todos esses defensores israelenses, palestinos, árabes e americanos da solução de dois Estados para dois povos e, em seguida, convidasse Netanyahu para discursar perante eles. Deixemos que o próprio Bibi seja aquele que dirá: “Não, não quero ter relação alguma com defensores israelenses, palestinos, árabes e americanos da solução de dois Estados para dois povos”.

Isso enviaria ao menos uma mensagem aos eleitores israelenses de centro-direita, centro e esquerda de que o mundo não os odeia, de que o prefeito de Nova York não está caçando-os e de que tudo o que a comunidade internacional deseja é ver israelenses e palestinos atuando como parceiros construtivos, prontos para explorar a única alternativa realista a uma guerra perpétua.

Não faço ideia se isso ajudaria. Mas tenho certeza absoluta de que a atitude de Mamdani serve apenas para fabricar eleitores para Netanyahu entre aqueles israelenses que veem em Bibi seu único protetor e, em sua postura de linha-dura, sua única salvação.

Se é isso o que Mamdani deseja fazer agora com seu palanque —lançar mais lenha em uma fogueira que já arde muito bem por conta própria—, trata-se de um triste desperdício de seu talento, do seu cargo, do seu fôlego e do nosso tempo.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/thomas-l-friedman/2026/08/prefeito-de-nova-york-desperdica-talento-ao-destruir-pontes-entre-judeus-e-muculmanos.shtml

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Cuba sofre novo apagão geral, informa empresa estatal de energia https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/03/cuba-sofre-novo-apagao-geral-informa-empresa-estatal-de-energia/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/03/cuba-sofre-novo-apagao-geral-informa-empresa-estatal-de-energia/#respond Mon, 03 Aug 2026 14:36:39 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/03/cuba-sofre-novo-apagao-geral-informa-empresa-estatal-de-energia/ Havana | AFP

Cuba sofreu neste domingo (2) um novo apagão nacional em sua rede elétrica, informou a empresa estatal de energia da ilha, que está submetida a um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos que já dura mias de seis meses.

A estatal União Elétrica de Cuba (UNE) afirmou no X que houve uma “desconexão total” do sistema elétrico nacional, que deixou o país na escuridão.

O governo anunciou posteriormente que foram ativadas as medidas para restabelecer o serviço elétrico.

“Já começaram a ser ativados todos os protocolos para o restabelecimento do Sistema Elétrico. Às 22h43 desta noite ocorreu uma desconexão total”, informou no X o Ministério de Energia e Minas de Cuba.

A ilha tem sofrido cortes persistentes devido ao envelhecimento de suas usinas e a um embargo energético dos Estados Unidos que interrompeu as entregas regulares de combustível, necessário para abastecer as centrais elétricas.

Esse apagão é o mais recente de uma série de colapsos totais da rede elétrica. Apenas 24 horas antes, cinco das 15 províncias do país ficaram sem energia.

Desde o início do ano, a ilha de 9,4 milhões de habitantes registrou seis apagões generalizados. Desde o final de 2024, os cortes massivos somam 11.

O governo cubano acusa Washington de ser responsável pela situação crítica do sistema elétrico, enquanto os Estados Unidos consideram que a crise energética cubana se deve à má gestão econômica interna.

As sete usinas termelétricas que constituem a rede nacional cubana estão em funcionamento há mais de 40 anos e se encontram em diferentes graus de deterioração.

Washington, que mantém um embargo à ilha desde 1962, impôs em janeiro um bloqueio petroleiro a Cuba por ordem do presidente Donald Trump.

Os Estados Unidos só permitiram a chegada de um navio-tanque russo com 100 mil toneladas de petróleo bruto em março, o que agravou a crise energética. No entanto, essas reservas já se esgotaram.

Além do bloqueio petroleiro, a administração Trump intensificou as sanções contra empresas estatais cubanas, o que levou muitas companhias estrangeiras a suspenderem suas operações no país.

No final de junho, o chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que as conversas com os Estados Unidos “não mostram progressos”.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/cuba-sofre-novo-apagao-geral-informa-empresa-estatal-de-energia.shtml

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Irã contraria Trump e nega negociações com EUA https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/03/ira-contraria-trump-e-nega-negociacoes-com-eua/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/03/ira-contraria-trump-e-nega-negociacoes-com-eua/#respond Mon, 03 Aug 2026 14:35:54 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/03/ira-contraria-trump-e-nega-negociacoes-com-eua/ Dubai e Teerã | Reuters e AFP

O Irã afirmou nesta segunda-feira (3) que não há negociações em andamento com os Estados Unidos nem planos para qualquer reunião, contradizendo o que havia dito Donald Trump na véspera. No domingo (2), o presidente americano afirmou que uma nova rodada de negociações com Teerã começaria nesta segunda e que, por isso, ele havia suspendido novos ataques contra o país persa.

Durante o fim de semana, o republicano repetiu um padrão que vem se consolidando nos últimos meses de conflito. Trump anuncia planos para lançar uma ofensiva contra o Irã, apenas para recuar no último momento.

“Não estou procurando matar pessoas”, disse Trump a bordo do Air Force One no domingo. “Neste momento, o que estamos fazendo é conversar com eles, na forma de uma negociação. Isso começa amanhã à tarde”, afirmou, sem dar mais detalhes das supostas conversas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, negou a afirmação. Segundo ele, Teerã não tem planos de receber delegações estrangeiras nem de enviar negociadores ao exterior nos próximos dias.

Baghaei acrescentou que todos os negociadores iranianos estão atualmente no país, com exceção do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, que está em uma peregrinação religiosa no Iraque. As únicas conversas em andamento, segundo ele, são com Omã sobre a gestão do estreito de Hormuz.

EUA e Irã retomam ataques após fim de cessar-fogo

Um funcionário de alto escalão do regime iraniano reforçou a informação à agência Reuters, dizendo que nenhuma negociação está prevista e que Araghchi só deve voltar a ficar disponível a partir do fim da semana.

Em diversas ocasiões, Trump ameaçou recorrer à ação militar apenas para, posteriormente, citar contatos diplomáticos como motivo para recuar. Desta vez, não foi diferente. O presidente ameaçou atacar o Irã “com muita força”, mas o presidente voltou atrás ao afirmar que a estrutura de um acordo já estava sobre a mesa.

“No momento, não estamos negociando com os Estados Unidos. Nossas negociações são com Omã para garantir a passagem pelo estreito de Hormuz”, disse Baqhaei a jornalistas, ao negar as declarações de Trump.

Hormuz tornou-se um dos principais obstáculos nos esforços para encerrar o conflito. O Irã fechou essa rota, disparando contra navios comerciais que tentassem furar o bloqueio. Antes da guerra, a passagem pelo estreito era livre, mas agora Teerã insiste em manter o controle e cobrar pedágios, algo que Washington rejeita.

Baqhaei declarou à televisão estatal que um acordo com Omã estava prestes a ser concluído

O Irã vem rejeitando publicamente qualquer negociação com Washington desde que um memorando de entendimento firmado em junho, destinado a encerrar o conflito, fracassou no mês passado.

Trump ainda não alcançou os objetivos que estabeleceu no início da guerra: desmantelar o programa nuclear iraniano, reduzir sua capacidade de atacar rivais regionais e criar condições para que os iranianos derrubem seu governo clerical.

Lá Fora

As sucessivas escaladas promovidas pelos EUA foram respondidas por ações cada vez mais intensas do Irã contra forças americanas na região, aliados árabes de Washington no Golfo e embarcações comerciais, terminando, em cada ocasião, com um recuo de Trump.

A disputa por Hormuz continua sendo um dos principais pontos de conflito. Até agora, Washington não conseguiu obrigar o Irã a abrir mão de seu controle sobre essa rota, o que elevou os preços globais do petróleo e pressionou os preços da gasolina nos EUA, um tema sensível para a polícia interna americana.

O incidente mais recente na região foi registrado durante a madrugada desta segunda-feira, quando o órgão britânico de segurança marítima UKMTO informou que o comandante de uma embarcação relatou uma explosão na água nas proximidades do navio. Não houve feridos.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/ira-contraria-trump-e-nega-negociacoes-com-eua.shtml

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Trump diz que suspenderá novos ataques ao Irã em busca de um acordo ‘rápido’ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/02/trump-diz-que-suspendera-novos-ataques-ao-ira-em-busca-de-um-acordo-rapido/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/02/trump-diz-que-suspendera-novos-ataques-ao-ira-em-busca-de-um-acordo-rapido/#respond Sun, 02 Aug 2026 14:37:41 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/02/trump-diz-que-suspendera-novos-ataques-ao-ira-em-busca-de-um-acordo-rapido/ Cairo (Egito) | Reuters

O presidente Donald Trump disse no final do sábado (1º) que os EUA suspenderamnovos ataquesao Irã em busca de um acordo rápido para interromper as ambições nucleares de Teerã e reabrir o estreito de Hormuz.

O Irã e outros países do Oriente Médio pediram pausa nas ofensivas para concluir o acordo que levaria à reabertura “imediata, completa e total” do estreito vital e “um fim da ameaça nuclear iraniana”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. Ele não nomeou os países na publicação, que veio após uma ligação com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, da Arábia Saudita, aliado dos EUA.

“Com base neste pedido, concordei, para o benefício futuro do mundo e, igualmente, para a sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, condicionado à possibilidade de fazer rapidamente um acordo”, escreveu Trump.

Israel “se junta a mim neste compromisso”, disse ele.

Eli Cohen, ministro da Energia de Israel e membro do gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, por sua vez, afirmou que existe uma estreita coordenação de segurança e inteligência entre Israel e os EUA sobre tudo o que acontece na região.

Mas acrescentou: “Com ou sem acordo, e independentemente de quaisquer compromissos externos, se o Irã tentar retomar seu programa nuclear ou avançar em sua indústria de mísseis balísticos, estaremos lá. Agiremos e atacaremos”.

Em sua ligação com Trump, o príncipe herdeiro saudita enfatizou a “necessidade de priorizar o diálogo para reduzir as tensões” no Oriente Médio, segundo a agência de notícias estatal da Arábia Saudita.

O aparente recuo de Trump, após dias de ameaças de novos ataques de ambos os lados, marca a mais recente reviravolta naguerra que os EUA e Israel iniciaram há cinco meses. Os ataquesse espalharam pelo Golfo até o mar Vermelho e até mesmo uma instalação no Mediterrâneo, no Egito.

O Irã fechou em grande parte o estreito de Hormuz, um corredor por onde passavam 20% do petróleo e gás natural mundial antes da guerra, fazendo os preços de energia subirem e alimentando uma inflação mais ampla.

A agência de notícias semioficial iraniana Mehr informou neste domingo (2) que autoridades militares iranianas, que não foram identificadas, descartaram a alegação de Trump de que Teerã havia buscado interromper os ataques, dizendo que se trata de “uma nova mentira” destinada a pressionar os Estados árabes do Golfo.

Teerã havia alertado anteriormente os EUA contra qualquer “ação aventureira” e disse que retaliaria de forma decisiva a quaisquer novos ataques contra alvos iranianos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse a altos funcionários turcos e paquistaneses em ligações telefônicas no sábado que Teerã responderia de forma decisiva a qualquer “agressão” e discutiu as consequências de “ações desestabilizadoras” dos EUA, bem como as perspectivas de aumento da insegurança regional, segundo publicou ele na plataforma de mensagens Telegram.

Horas antes, o exército do Kuwait disse ter destruído drones hostis lançados pelo Irã contra várias instalações vitais.

Araghchi disse que informou ao ministro das Relações Exteriores saudita, príncipe Faisal bin Farhan, que quaisquer ataques dos EUA e Israel ou participação de países regionais em tais ações seriam recebidos com “resposta proporcional”.

Folha viaja ao Irã e é o primeiro jornal do mundo a conseguir entrar no país durante o conflito com EUA e Israel

Folha viaja ao Irã e é o primeiro jornal do mundo a conseguir entrar no país durante o conflito com EUA e Israel

Em uma reunião de gabinete na sexta-feira (31), Trump disse acreditar que os negociadores americanos, incluindo seu genro Jared Kushner, o enviado especial Steve Witkoff e o secretário de Estado Marco Rubio, poderiam chegar a um acordo com o Irã.

Com o desmoronamento de um cessar-fogo de abril no mês passado, os contratos futuros de referência do petróleo Brent saltaram 24%.

Trump argumentou que seu objetivo declarado de impedir o Irã de obter armas nucleares justifica custos mais altos de combustível no curto prazo, mas a dor econômica colocou pressão política sobre ele para encontrar uma forma de encerrar a guerra.

Somando-se às preocupações da indústria energética, os aliados houthis do Irã no Iêmen começaram nos últimos dias a ameaçar Bab el-Mandeb, o estreito na outra extremidade do mar Vermelho em relação ao canal de Suez, outra rota de exportação para o petróleo saudita.

As Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido disseram no sábado que receberam relatos de dois incidentes marítimos na costa de Omã. Em um deles, um projétil desconhecido atingiu um navio-tanque, danificando a casa de máquinas.

No outro, o comandante de um navio-tanque relatou ter visto uma explosão perto da embarcação, embora nenhum dano tenha sido relatado.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/trump-diz-que-suspendera-novos-ataques-ao-ira-em-busca-de-um-acordo-rapido.shtml

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Ataques de Israel matam 9 palestinos em Gaza apesar de anúncio de avanço no cessar-fogo https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/02/ataques-de-israel-matam-9-palestinos-em-gaza-apesar-de-anuncio-de-avanco-no-cessar-fogo/ https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/02/ataques-de-israel-matam-9-palestinos-em-gaza-apesar-de-anuncio-de-avanco-no-cessar-fogo/#respond Sun, 02 Aug 2026 14:36:51 +0000 https://www.jaedestaque.com.br/blog/2026/08/02/ataques-de-israel-matam-9-palestinos-em-gaza-apesar-de-anuncio-de-avanco-no-cessar-fogo/ Cairo (Egito) e Jerusalém | Reuters

Ataques aéreos israelenses continuaram em Gaza pelo segundo dia consecutivo neste domingo (2), matando pelo menos nove palestinos, apesar do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um avanço nos esforços para implementar o acordo de cessar-fogo firmado no ano passado.

O ministro de Energia de Israel, Eli Cohen, disse que não há acordo para interromper os ataques a Gaza e que vê necessidade de Israel, que já controla 70% da Faixa, assumir o controle total do território.

Cohen é membro do gabinete de segurança do primeiro-ministro Netanyahu, um pequeno círculo de ministros que supervisiona a política de segurança e diplomática.

Homem carrega o corpo envolto de um bebê morto em um ataque aéreo israelense durante a noite na Cidade de Gaza – Omar Al-Qattaa/AFP

Autoridades de saúde palestinas disseram que aviões de guerra israelenses realizaram ataques separados pelo enclave, no norte da Cidade de Gaza, na cidade central de Deir al-Balah e na área sul de Khan Younis.

Um homem e sua esposa foram mortos e quatro pessoas ficaram feridas em um ataque aéreo a um apartamento em Deir al-Balah, enquanto outras duas pessoas, incluindo uma criança, foram mortas em um ataque a um apartamento na Cidade de Gaza, disseram médicos.

Um pai, uma mãe e seu filho de 9 anos foram mortos por volta do amanhecer após um ataque a uma casa na área de Mawasi, em Khan Younis. Outra pessoa foi morta perto de Jabalia, no norte de Gaza.

O Exército israelense disse que os ataques em Deir al-Balah tinham como alvo dois comandantes da força de elite Nukhba, do grupo terrorista do Hamas. Os ataques na Cidade de Gaza e em Jabalia também tiveram como alvo agentes militares, segundo Tel Aviv, mas o Exército ainda estava avaliando a situação, informou.

No sábado (1º), ataques aéreos de Israel na Faixa de Gaza deixaram pelo menos dois mortos e danificaram depósitos de suprimentos médicos, informaram autoridades palestinas.

Um dos bombardeios destruiu e danificou as instalações de armazenamento do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, no centro de Gaza, afirmou Khalil Dagran, porta-voz da instituição. A clínica ambulatorial do complexo também foi atingida.

As Forças de Defesa de Israel disseram ter bombardeado os depósitos porque o Hamas armazenava armas na estrutura e utilizava o local como esconderijo. Dagran contestou a acusação, acrescentando que as forças israelenses alertaram os palestinos para que deixassem a área antes do ataque.

Lá Fora

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Um segundo ataque israelense no sábado, no bairro de Sheikh Radwan, na Cidade de Gaza, matou dois palestinos, segundo autoridades de saúde locais. O Exército de Israel confirmou a ação, mas recusou-se a fornecer detalhes sobre os motivos pelos quais os dois alvos foram atingidos.

Pelo menos 1.230 palestinos foram mortos em ataques israelenses desde que um cessar-fogo foi alcançado em outubro.

Trump disse na quinta-feira (30) que houve um avanço depois que o Hamas concordou em se desarmar sob uma iniciativa apoiada pelos EUA para implementar o acordo de cessar-fogo alcançado no ano passado no Egito.

O Conselho de Paz de Trump, o órgão liderado pelos EUA que supervisiona o cessar-fogo, publicou na sexta-feira (31) um roteiro de 15 pontos estabelecendo as etapas finais para a implementação do acordo.

O roteiro ainda não foi implementado. O Hamas disse que entregará suas armas para armazenamento somente depois que Israel interromper as operações militares e retirar suas forças, em conformidade com o acordo do ano passado. Um oficial israelense disse à agência Reuters que não haverá retirada das posições militares atuais a menos que o Hamas passe por um “desarmamento genuíno”.

Netanyahu não comentou publicamente a iniciativa, enquanto o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, a chamou de inaceitável e disse que Israel deveria continuar assassinando líderes do Hamas.

O ex-alto funcionário do partido palestino Fatah Mohammed Dahlan, que está nos Emirados Árabes Unidos, afirmou em uma publicação no Facebook que Jared Kushner, genro de Trump e assessor sênior envolvido na iniciativa dos EUA, havia lhe dito que estava trabalhando com o lado israelense para interromper os ataques a Gaza.

Dahlan disse que os contatos com os EUA estavam continuando para garantir que o acordo fosse totalmente implementado, acrescentando que seu sucesso agora dependia de Israel encerrar completamente seus ataques diários a Gaza.

A Reuters procurou o Departamento de Estado dos EUA para comentar as declarações de Dahlan. Não houve comentário imediato de Israel.

Veículo: Folha Uol

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/ataques-de-israel-matam-9-palestinos-em-gaza-apesar-de-anuncio-de-avanco-no-cessar-fogo.shtml

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