Goiás possui em média 800 casos novos de hanseníase por ano, a doença tem cura e tratamento gratuito pelo SUS. O seminário integra diferentes níveis de atenção à saúde, com atualização técnica e troca de experiências entre os participantes, contribuindo para a melhoria constante do atendimento à população
Informação e diagnóstico precoce são essenciais para combater a hanseníase
A Secretaria de Estado da Saúde realizará o Seminário sobre Hanseníase do Estado de Goiás, no próximo dia 05 de maio, reunindo especialistas, gestores e profissionais de saúde para discutir avanços, desafios e estratégias no enfrentamento da doença. O evento acontecerá das 8h às 17h, no auditório do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad).
Com baixa mortalidade, a hanseníase é um agravo que preocupa pelas limitações físicas que pode causar, quando não é diagnosticada e tratada precocemente. Goiás registra uma média de pouco mais de 800 novas detecções da doença por ano. Ela pode afetar nervos, provocando perda de sensibilidade, diminuição da força muscular e deformidades, principalmente nas mãos, pés e olhos, comprometendo a autonomia, o trabalho e a qualidade de vida das pessoas. Em média, de 6 a 7% dos casos chegam aos serviços de saúde já com incapacidades físicas.
A hanseníase é uma doença infecciosa, crônica e contagiosa, causada por uma bactéria que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Caracteriza-se por manchas com perda de sensibilidade, formigamento e fraqueza muscular. Por isso, é fundamental ficar atento aos sinais, procurar a unidade de saúde ao menor sintoma suspeito e iniciar o tratamento o quanto antes, pois a hanseníase tem cura e, quando tratada de forma adequada e no tempo certo, as incapacidades podem ser evitadas. Em 2023, foram identificados 816 novos casos, em 2024 foram 856 novos casos e no ano passado foram 845 casos.
Promovido pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, o seminário tem como principal objetivo fortalecer a detecção precoce, qualificar a assistência e ampliar as ações de vigilância em hanseníase, doença que ainda representa importante desafio de saúde pública no estado e no Brasil. A abertura contará com a presença de autoridades estaduais e representantes do Ministério da Saúde, reforçando o compromisso institucional com a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública.
A programação científica está organizada em quatro mesas temáticas, abordando desde a situação epidemiológica da doença em Goiás até aspectos clínicos, laboratoriais e de reabilitação. Entre os destaques estão:
- Atualização sobre o cenário epidemiológico da hanseníase em Goiás
- Estratégias para detecção de casos novos e vigilância de contatos
- Discussão sobre diagnóstico clínico, baciloscopia e classificação da doença
- Abordagem do tratamento padrão (PQT-U) e manejo de efeitos adversos
- Debates sobre reações hansênicas graves e resistência antimicrobiana
- Papel do LACEN no apoio diagnóstico
- Cuidados com incapacidades físicas e úlceras neurotróficas
Voltado especialmente para profissionais da atenção primária, vigilância epidemiológica e rede assistencial, o seminário busca integrar diferentes níveis de atenção à saúde, promovendo atualização técnica e troca de experiências entre os participantes. A iniciativa reforça a importância da educação permanente em saúde como ferramenta essencial para o controle da hanseníase, com impacto direto na redução de incapacidades e no enfrentamento do estigma associado à doença.
Foto: Arquivo
Secretaria de Estado da Saúde de Goiás
Veículo: Goiás Gov











