Procedimento realizado na unidade do Governo de Goiás em Formosa, no Entorno do DF, destaca a solidariedade das famílias e a atuação integrada das equipes na rede de transplantes
Primeira captação de órgãos de 2026 no HEF: esperança e recomeço para pacientes na fila
O Hospital Estadual de Formosa (HEF) realizou, na semana passada, a sua primeira captação de órgãos em 2026, reafirmando o protagonismo da unidade na rede estadual de transplantes e o compromisso permanente com a preservação da vida. O procedimento foi viabilizado a partir da decisão solidária da família de uma paciente, após a confirmação de morte encefálica, seguindo rigorosamente todos os protocolos clínicos e legais.
Na ocasião, foram captados rins, fígado e córneas, destinados a receptores de Goiás e do Distrito Federal, conforme critérios técnicos do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Todo o processo foi conduzido pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott) do HEF, que atua de forma integrada em todas as etapas, desde a identificação do potencial doador até o acolhimento e suporte às famílias.
A atuação multiprofissional, envolvendo médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais, assegura que cada fase seja realizada com responsabilidade, transparência e sensibilidade, respeitando o momento vivido pelos familiares e garantindo a dignidade do doador.
A unidade do Governo de Goiás no município do Distrito Federal, que já soma 13 captações, contribui de forma ativa para o fortalecimento da cultura da doação em Goiás. Cada procedimento representa não apenas a possibilidade de um recomeço para pacientes em estado crítico, mas também reflete a dedicação das equipes hospitalares e a confiança da população.
Significado profundoPara a diretora da unidade, Bruna Mundim, cada captação carrega um significado profundo. “Cada doação representa a possibilidade real de salvar vidas e transformar histórias. No HEF, conduzimos esse processo com máximo respeito, responsabilidade e acolhimento às famílias, que são protagonistas desse gesto tão nobre. Seguiremos trabalhando com dedicação para fortalecer cada vez mais essa cultura e ampliar o acesso ao transplante”, destaca.
A autorização familiar é essencial para a efetivação da doação de órgãos. Por isso, é fundamental que as pessoas conversem com seus familiares e deixem claro, ainda em vida, o desejo de serem doadoras. Esse diálogo é decisivo e pode fazer a diferença entre a perda e a esperança para quem aguarda na fila por um transplante.
Braz Silva (texto e foto) / Imed
Veículo: Goiás Gov











